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Pais pagam para assegurar vigilância na escola durante o almoço

Pais pagam para assegurar vigilância na escola durante o almoço

Os pais dos cerca de 70 alunos da EB1 de Lomar, em Braga, com e sem escalão, estão a ser obrigados a pagar 15 euros por mês ao Centro Social e Cultural de Lomar, para que seja assegurada a vigilância dos alunos durante a pausa diária para o almoço.

A Junta de Freguesia, que assinou o protocolo para o serviço, entende que o dinheiro que recebe do Município apenas garante o fornecimento e acompanhamento da refeição, mas a vereadora da Educação, Lídia Dias, fala em "práticas indevidas" e está a "tentar regularizar" o problema, em conjunto com o agrupamento de escolas.

Célia Silva, mãe de uma aluna do terceiro ano, com escalão B, decidiu que, este ano, a filha passaria a almoçar na escola. Para isso, teve que pagar "20 euros pela inscrição" na Componente de Apoio à Família (CAF) do Centro Social e, além do valor das senhas da refeição, a fatura vem com mais 15 euros para "o acompanhamento" da menor nas duas horas de pausa. A bracarense adianta que "as contas não batiam certo" com as que tinha feito em casa, mas só um alerta da Associação de Pais a fez perceber que "não tinha que pagar nada", para além das senhas do almoço. "O protocolo que a Câmara faz está bem explícito: é obrigatório acompanharem as crianças durante duas horas de almoço", atira Célia Silva, sublinhando que os pais se sentem "enganados".

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