Braga

Pais protestam contra "horas de espera", PSP chamada à Urgência Pediátrica

Pais protestam contra "horas de espera", PSP chamada à Urgência Pediátrica

A PSP foi chamada, este domingo à noite, à Urgência Pediátrica do Hospital de Braga, devido a protestos dos pais de crianças após "demasiadas horas de espera".

"Há crianças à espera aqui há muito tempo, inclusivamente, casos de cerca de oito horas. Nós insistimos e a dada altura entramos em desespero e ameaçamos que iríamos entrar na Urgência se a situação não fosse resolvida ou pelo menos atenuada", afirmou José Silva, residente em Amares, e um dos pais que falou ao JN.

"Há crianças com fome, que têm de receber mais medicação, e por isso têm de ir novamente à triagem, para acalmar a febre, devido às horas que já estão aqui dentro, como sucedeu com o meu filho", acrescentou Duarte Ferreira.

Duarte Ferreira, morador em Braga, contou ao JN que "ao longo do dia" a Urgência Pediátrica do Hospital de Braga "esteve sempre cheia" e "imensas pessoas desistiram, pois as crianças não aguentavam tanto tempo". "Eu próprio, como esses pais, vou ter de ir para o Hospital Privado, porque o meu filho precisa de ser visto [por um médico], caso contrário eu tinha que faltar ao trabalho amanhã".

"Estive aqui tantas horas e ainda tive tempo de ir a casa com o meu filho, e nem assim chegou a vez de ele ser atendido, enquanto outros pais que moram mais longe, fora de Braga, foram obrigados a alimentar-se e às crianças com a comida das máquinas, que não é nada saudável, além de haver aqui bebés com poucos meses, cheios de febre, com dores e a berrar, só com duas pediatras para dezenas de crianças", apontou Duarte Ferreira.

O JN solicitou uma reação, por parte do Hospital Central de Braga, acerca dos protestos dos pais, expressos no livro de reclamações, bem como na necessidade de intervenção de vários meios operacionais das PSP, mas até ao momento ainda não recebeu uma resposta.

Segundo o JN constatou no local, manteve-se na Urgência Pediátrica uma Equipa da PSP, da Esquadra de Intervenção Rápida, que só saiu do Hospital Central de Braga, depois de terem sido dadas garantias, por parte dos pais das crianças, que não iriam protestar mais, o que foi dito pessoalmente ao Oficial de Serviço da PSP de Braga, comissário Fernando Rabaldinho, enquanto os pais esgotavam o livro de reclamações.

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