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Presidente da Escola de Medicina da UMinho demitiu-se

Presidente da Escola de Medicina da UMinho demitiu-se

Direção da Escola acusa reitoria de cortes orçamentais e divergências estratégicas. Responsáveis da Universidade desconhecem demissão.

Motivos orçamentais e de gestão levaram Nuno Sousa, presidente da Escola, e toda a direção da Escola de Medicina a apresentar a demissão dos cargos que ocupam. "As razões que motivaram esta decisão estão relacionadas com uma divergência na política universitária e estratégica que existe entre a Reitoria/Conselho de Gestão da UMinho e a Presidência da Escola de Medicina", escreveu o presidente demissionário num documento enviado à comunidade académica e ao qual o JN teve acesso esta sexta-feira.

A divergência "tem natureza conceptual e tradução operacional", em particular ao nível orçamental e de gestão, condicionando a concretização "de um projeto que se impôs pela qualidade ao longo das últimas duas décadas". Nuno Sousa garante que já informou todos os órgãos de gestão da Escola de Medicina de que o orçamento proposto pela reitoria "comprometem a gestão operacional pedagógica e científica". Nos últimos tempos, as divergências têm-se "agravado significativamente" devido à política definida pelo atual Conselho de Gestão da universidade minhota. "Chegados a este ponto, após várias interações, e porque não me revejo nesta estratégia da UMinho, decidi apresentar a demissão do cargo de Presidente da Escola de Medicina", escreveu Nuno Sousa.

Rui Vieira de Castro, reitor da Universidade do Minho, "não se pronuncia sobre este tema", revelou ao JN fonte do seu gabinete.

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