Protesto

PSP e GNR manifestam-se no Estádio Municipal de Braga

PSP e GNR manifestam-se no Estádio Municipal de Braga

Dezenas de agentes da PSP e da GNR, todos sem farda, estão desde o final da tarde desta terça-feira numa manifestação, à entrada principal do Estádio Municipal de Braga, enquanto outro grupo se prepara para entrar com adeptos do Braga e do Sporting, cujo logótipo, o cartão vermelho do futebol, tem escrito "mostra cartão a quem não cumpre".

Os elementos de ambas as forças policiais encontram-se perto da zona das bilheteiras, na Avenida Olímpica, junto ao acesso de adeptos e de claques do Sporting Clube de Portugal, que assistirão ao jogo na Bancada Nascente, por determinação da PSP e da Liga Portugal.

Esta forma de protesto, que engloba nove organizações sindicais, da PSP e GNR, a par de outras concentrações em Lisboa e Faro, visa "explicar ao senhor ministro Mário Centeno quais as situações das forças policiais que têm de ser resolvidas rapidamente", segundo os seus organizadores, estando outros agentes da autoridade, com tarjas dizendo "polícias exigem respeito", que entrarão com adeptos do Braga e do Sporting, como anunciou a organização do protesto.

A primeira meia-final, entre o Braga e o Sporting, terá o seu início pelas 19.45 horas desta terça-feira, na Final Four Allianz Cup 2020, no Estádio Municipal de Braga, sendo, tal como os outros dois jogos, a segunda meia-final e a final, de "risco elevado", pelo que estarão envolvidas todas as valências operacionais da PSP.

O comandante do policiamento, subintendente Pedro Osório Colaço, que é chefe da Área de Operações do Comando Distrital da PSP de Braga, encontrando-se neste momento já nas imediações da zona do protesto, desvalorizou, esta segunda-feira, o impacto da forma de luta destes profissionais da PSP e da GNR. "Vamos tratar essa manifestação, como se fosse a de outras categorias de profissionais, médicos, professores, enfermeiros, etc, que terá, pela parte da PSP o mesmo tipo de tratamento", acrescentando "crer também que a manifestação não colocará em causa qualquer tipo de policiamento".

Entretanto, quinta-feira, os Comandos Metropolitanos da PSP de Lisboa (COMETLIS) e do Porto (COMETPOR), a par dos Comandos Distritais de Braga, de Setúbal e de Faro, determinaram "a impossibilidade do gozo de férias, folgas e créditos horários", alegando com a comparência de "um número significativo de manifestantes" nas diversas ações de protestos das duas forças de segurança e igualmente com a "necessidade de assegurar um policiamento ajustado", no caso desta terça-feira, em Braga, a um jogo de "risco elevado".

A PSP determina "a impossibilidade" de gozo de créditos horários e de faltas por conta do período de férias por parte do todo o efetivo, além do gozo de férias aos elementos das Equipas de Intervenção Rápidas (EIR) e Equipas de Prevenção e Reação Imediata (EPRI).

Numa ordem de serviço, já harmonizada com a Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública, aquelas cinco unidades territoriais da PSP fundamentam tal determinação com a alegação que "o dispositivo de segurança a implementar no policiamento aos protestos não deverão condicionar o cumprimento das demais missões", designadamente ao nível da "garantia da segurança, da ordem e da tranquilidade públicas e resposta a solicitações".

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