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Reitor da Universidade do Minho contra as praxes "abusivas"

Reitor da Universidade do Minho contra as praxes "abusivas"

O reitor da Universidade do Minho, António Cunha, proibiu, esta segunda-feira, "acções abusivas" de praxe académica nas instalações da instituição. O reitor procurou convencer os alunos a "oporem-se activamente" a práticas que ponham em causa a "liberdade, respeito e dignidade humana".

António Cunha tomou esta medida depois de alguns pais de alunos da Universidade do Minho terem reportado "práticas abusivas" durante as primeiras semanas de praxe deste ano lectivo (2011/2012).

Numa circular distribuída aos alunos da Universidade do Minho, António Cunha esclarece que "não são permitidas, na Universidade do Minho, acções, habitualmente designadas por 'praxe académica', que configurem ofensas à integridade e dignidade humanas" nem "actos que limitem ou dificultem a participação dos novos alunos nas actividades pedagógicas com as quais estão comprometidas".

As manifestações "que, pelo ruído, provocam e perturbam o normal funcionamento das actividades académicas" e "todas as situações de violência física ou psicológica, coacção, abusos e humilhações" aos novos alunos também são rejeitadas pelo reitor.

O responsável acrescenta ainda que é "objectivo essencial" da instituição "a criação de um ambiente capaz de proporcionar a educação pessoal, social, intelectual e profissional dos estudantes e de promover uma cidadania activa e responsável".

A Associação Académica da Universidade do Minho já se pronunciou sobre as praxes académicas, afirmando "rejeitar e repudiar" métodos que "indiciam violações de direitos individuais e/ou abuso de autoridade".

Já no decorrer deste ano lectivo alguns pais de caloiros da Universidade do Minho insurgiram-se contra as "humilhações" e "ofensas" que, segundo eles, os filhos sofreram durante a praxe.

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Sem se querer identificar, nem referir o curso que o filho frequenta, o pai de um caloiro contou à agência noticiosa Lusa que o filho foi "enxovalhado".

"Ele chegou a casa todo sujo, com arranhões nas mãos e nos braços, por o terem obrigado a rastejar no chão. Vinha chocado com os insultos e com a pressão psicológica que os alegados doutores exerceram", explicou.

Este pai, embora se diga "chocado", entende que deve ser o filho a decidir se quer ou não participar nestas "praxes académicas".

No entanto, avisou que "se o magoarem fisicamente ou se souber que não o deixam ir às aulas" irá "apresentar queixa junto das autoridades policiais e académicas".

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