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Rendas altas agravam casos de sem-abrigo na zona de Braga

Rendas altas agravam casos de sem-abrigo na zona de Braga

As mãos tremem e estão marcadas, há órgãos que não funcionam bem, vê e ouve mal. Artur Coutinho, 59 anos, vive com as dores de uma vida que foi marcada pela droga, desde os 14, quando a procurou "para alcançar algum tipo de esoterismo, uma elevação espiritual".

"Uma ilusão" que decidiu pôr fim aos 50 anos, altura em que a Cruz Vermelha de Braga também o resgatou das ruas da cidade - onde vivia desde os 35 anos - para o levar para o Centro de Acolhimento Temporário (CAT). Ali, moram 47 pessoas e, entre 23 que estão ainda a viver nas ruas, há 15 à espera de vaga. As rendas altas estão a agravar os casos.

De facto, de acordo com Paula Rodrigues, gestora de inovação e sustentabilidade da Cruz Vermelha de Braga, há "um agravamento da população sem-abrigo, por causa dos custos do arrendamento". "Muitas pessoas viviam num quarto e só com Rendimento Social de Inserção dava para pagar o aluguer e ainda ficavam com 20 a 30 euros. Agora o dinheiro não chega, sequer, para os quartos", explica, ressalvando que continua a haver pessoas a viver nas ruas que "não têm interesse" em integrar o CAT.

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