Ensino Superior

Rui Vieira de Castro reeleito reitor da Universidade do Minho

Rui Vieira de Castro reeleito reitor da Universidade do Minho

O professor catedrático Rui Vieira de Castro foi reeleito para um segundo mandato como reitor da Universidade do Minho (UMinho). Mais alojamento para estudantes, novos pólos de investigação, mais oferta educativa, o combate à precariedade dos cientistas e a atração de estudantes estrangeiros estão entre as prioridades do líder da academia.

Rui Vieira de Castro obteve 15 votos do Conselho Geral da UMinho. A adversária, Maria Clara Calheiros, ficou-se pelos oito votos. "Traduz-se num apoio muito significativo", regozijou-se o reitor, ao JN, confessando grandes expectativas no novo quadro de apoio comunitário e no Plano de Recuperação e Resiliência para pôr o programa eleitoral em marcha.

Entre os principais projetos estão a construção de duas residências universitárias. Uma delas ficará localizada na antiga fábrica Confiança, em Braga, e terá capacidade para 600 camas. Em Guimarães, a transformação da Escola de Santa Luzia dará espaço para mais 150. "Estamos à espera do aviso do Governo para obter financiamento", frisa o reitor.

Rui Vieira espera, também, fazer nascer mais dois pólos de investigação, em Famalicão e Esposende.

Já no campus de Gualtar, em Braga, junto à Escola de Medicina, a intenção é criar um novo edifício para instalação de uma clínica de medicina digital. Está, também, prevista a construção da nova sede da Associação Académica da UMinho dentro do campus.

Ao nível da formação, Rui Vieira de Castro espera avançar com novos cursos que "não conferem graus, mas créditos". A ideia é criar formações de nível de mestrado em articulação com os empregadores da região. "Trata-se de desenhar oferta que corresponda às necessidades de formação avançada dos profissionais", elucida.

O responsável garante que o programa tem, também, em conta a situação instável de mais de uma centena de investigadores. Rui Vieira de Castro diz que "não pode perder" algumas pessoas "muito qualificadas". Para isso, pensa rever estruturas de carreiras de forma a acolher alguns profissionais, atualmente, com contratos a termo. "Mas o problema é de tal magnitude que tem que obrigar à mobilização da própria tutela", defende.

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Ao nível da internacionalização da academia, o reitor espera voltar a atrair estudantes estrangeiros. A pandemia levou "a uma quebra de 3%" no número de inscritos. Há, ainda, vontade de celebrar "parcerias" com universidades de outros países.

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