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Urgência de obstetrícia de Braga fecha durante 24 horas na terça-feira

Urgência de obstetrícia de Braga fecha durante 24 horas na terça-feira

O serviço de urgência de ginecologia e obstetrícia do Hospital de Braga vai encerrar a partir das 8 horas da manhã desta terça-feira e só reabre 24 horas depois, às 8 horas de quarta-feira. As utentes deverão dirigir-se aos hospitais de Guimarães, Famalicão e Viana do Castelo, sendo que os casos mais graves terão de ser examinados no Hospital de São João, no Porto.

"O Hospital de Braga informa que, pela impossibilidade de se completarem as escalas de trabalho necessárias, o seu serviço de urgência de ginecologia e obstetrícia estará encerrado desde as 8 horas de terça-feira, dia 12 de julho, até às 8 horas de quarta-feira, dia 13 de julho", lê-se num comunicado enviado pelo Hospital de Braga às redações.

O documento assegura que o Conselho de Administração da instituição "envida diariamente todos os esforços com a finalidade de, sobretudo, manter assegurada a prestação de cuidados de saúde de forma regular às grávidas e parturientes da região".

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O comunicado garante também que o hospital da Cidade dos Arcebispos está "a trabalhar de forma articulada com outros hospitais da região", de modo a que a resposta aos utentes do SNS seja salvaguardada.

Desse modo, solicita-se que, em caso de urgência, as utentes contactem a Linha SNS24 (808 24 24 24) e se dirijam a um dos outros hospitais da Região, "nomeadamente aqueles que têm apoio da especialidade de Ginecologia e Obstetrícia, entre os quais Guimarães, Famalicão e Viana".

"Em casos de maior complexidade, os utentes devem dirigir-se ao Centro Hospitalar de São João", completa o comunicado.

Utentes pedem dedicação exclusiva

O Movimento de Utentes de Serviços Públicos (MUSP) considera que os "constrangimentos" recentes nos serviços de ginecologia e obstetrícia de alguns hospitais do país se deve à "falta de recursos humanos", que se encontra "muito abaixo do necessário para garantir o atendimento".

Em comunicado, o MUSP exemplifica que o Hospital de Setúbal apenas tem 10 especialistas na área quando deveria ter 22. Em Leiria, há 18 quando deveriam existir 24, na Guarda existem oito em vez dos 10 que o movimento entende serem necessários e o Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, tem 14 médicos na área de obstetrícia e ginecologia quando deveria dispor de 22.

"Com estas carências, as unidades hospitalares recorrem à contratação de médicos externos, tarefeiros ou em regime extraordinário. A sobrecarga devida às escalas dos serviços de urgência nos hospitais mais carenciados, deixam sem resposta consultas, cirurgias, exames auxiliares de diagnóstico, etc.", argumenta o MUSP.

O movimento entende que o país tem assistido à "degradação" destes serviços, criticando o Governo por não tomar medidas que colmatem a carência de recursos humanos "há muito identificada nas especialidades de obstetrícia e ginecologia um pouco por todo o país".

Nesse sentido, defende o reforço do número de profissionais destas áreas, bem como "a criação de um regime de dedicação exclusiva que evite as atuais medidas desastrosas de contratação temporária de tarefeiros a empresas de prestação de serviços".

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