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Cadeado no portão e cartazes. GNR trava boicote em Cabeceiras de Basto

Cadeado no portão e cartazes. GNR trava boicote em Cabeceiras de Basto

A GNR foi chamada, este domingo de manhã, ao lugar de Moimenta, freguesia de Cavez, Cabeceiras de Basto, para abrir as portas do edifício da antiga escola primária onde está instalada uma secção de voto.

À chegada ao local, os elementos da mesa depararam-se com o portão fechado a cadeado e dois cartazes que explicavam o motivo do protesto. A GNR e o presidente da Junta local, com recurso a uma rebarbadora, cortaram o cadeado, permitindo que as urnas abrissem praticamente às 8 horas.

"Queremos sensibilizar o Município e o próximo presidente da República para o que se está a passar aqui em Moimenta", disse, ao JN, Francisco Pereira, o único popular presente nesta ação. Reivindica, em nome de muita gente, garante, obras de alargamento da estrada municipal 518, que liga a EN 206 "a sete lugares: Rabiçais, Moimenta, Cunhas, Vilar, Torneiro, Samão e Gondiães. Com as obras da barragem de Daivões este lugar foi muito prejudicado e o dinheiro da Iberdrola não está a ser investido aqui", acusa. Por esta estrada passam camiões de pedra, madeira e vinho e "é uma necessidade que se alargue", diz.

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Paulo Guerra, presidente da Junta de Cavez, esteve no local para ajudar a anular a ação de protesto. "É um ato isolado e não tem razão de ser", começou por dizer. Assume que a reivindicação é legítima e é uma "necessidade" para a população mas explicou que a obra de alargamento "está já em orçamento municipal há dois anos e só não avançou ainda porque iria implicar constrangimentos ao trânsito numa altura em que ainda decorrem as obras da barragem".

As 320 pessoas inscritas nesta secção, à beira-Tâmega, puderam começar a votar sem sobressaltos.

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