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200 construções ilegais na Apúlia ameaçadas pelo mar

200 construções ilegais na Apúlia ameaçadas pelo mar

Agitação marítima destruiu uma casa e deixou outras em risco. Uma família teve de ser realojada. Solução passa pela demolição da maioria delas.

Há muito que o desfecho se adivinhava, faltava saber apenas a hora e o dia. Foi anteontem, ao início da tarde. A forte agitação marítima fez ruir uma casa desabitada, no lugar das Pedrinhas, na Apúlia, Esposende. A habitação estava já parcialmente "descalça", porque o mar levou, ao longo dos anos, parte da duna onde tinha sido construída. Uma outra habitação ficou em risco e uma família de seis pessoas foi realojada. Aquelas são duas das mais de 200, a maioria ilegal, entre restaurantes, habitações permanentes e de férias e espaços de apoio a pescadores em vias de serem demolidas, de acordo com o Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC).

"Estavam em casa a minha mãe, a minha mulher e a minha filha de quase três anos. Foi um estrondo enorme. Fugiram de casa, com medo de que a nossa fosse a seguir", descreveu Daniel Monteiro, um dos seis moradores realojados.

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