Investimento

Câmara de Guimarães vai contrair empréstimo de 19 milhões

Rui Dias

Domingos Bragança

Foto Artur Machado / Global Imagens

Uma Loja do Cidadão num centro comercial abandonado é um dos investimentos previstos.

A Câmara de Guimarães vai fazer um empréstimo de 19 milhões de euros, a pagar em 20 anos, para investir na habitação, nos parques industriais, na construção de escolas e de uma Loja do Cidadão. Apesar da aprovação por unanimidade, em reunião de Câmara, os vereadores da coligação PSD/CDS, criticam o "escalonar no tempo" dos investimentos. Este empréstimo segue-se a outro, de 12 milhões de euros, feito em 2019.

O financiamento será repartido entre investimento em habitação a custos controlados, 5,5 milhões deste valor, sete milhões irão para as aquisições de terrenos, a Escola Hotel do IPCA terá uma verba de 3,5 milhões, a EB 2,3 de São Torcato dois milhões e um milhão será destinado à construção da Loja do Cidadão que, segundo o autarca, Domingos Bragança, deverá ficar no Centro Comercial de Santo António, que atualmente está praticamente desocupado.

Além da Loja do Cidadão, este espaço vai acomodar também um projeto cultural desenvolvido em parceria com o cineasta vimaranense Rodrigo Areias, revelou o edil, à margem da reunião de Câmara de quinta-feira. Esta iniciativa deverá ocupar as salas de cinema do antigo espaço comercial. O Município pretende, assim, dar um novo dinamismo a uma rua que Domingos Bragança reconhece que tem perdido dinamismo, desde que ficou sem os Correios.

Oposição crítica alinhamento com o ciclo eleitoral

O vereador do PSD, Hugo Ribeiro, queixa-se da falta de desagregação das rúbricas apresentadas na proposta que foi à reunião do Executivo. "Queremos votar em consciência. Alguns dos pontos que aqui vêm deviam estar mais desagregados. Que terrenos vão ser adquiridos? Quais os parques industriais que vão ser ampliados? Quantos parques industriais vão ser construídos e onde? Quantos fogos vão ser construídos e onde?" - crítica o vereador social-democrata.

Hugo Ribeiro afirma que todos estes investimentos já se impunham em 2019 e que alertou, na altura, que devia ser feito um financiamento de valor mais elevado, para contemplar estas obras. "Estamos aqui a falar de projetos que se prolongam no tempo", afirma. Para o vereador do PSD, não há dúvida que "há obras que são importantes para o concelho que são escalonadas de acordo com o ciclo eleitoral".

As críticas não impediram os vereadores da coligação PSD/CDS de votarem favoravelmente a proposta de empréstimo que reconhecem estar alinhada com as propostas que eles mesmo lançaram, durante a campanha para as eleições autárquicas anteriores.

Já Domingos Bragança afirma que se trata de "robustecer as propostas que se pretende ver financiadas pelo PRR, porque são financiados os projetos que tiverem mais maturidade."