Festas Nicolinas

Protesto de bombos contra a proibição de cortejo interrompe Assembleia Municipal de Guimarães

Rui Dias

Foto Dr

Um grupo de pessoas, a tocar caixas e bombos, interrompeu a sessão da Assembleia Municipal de Guimarães que se realizou na sexta-feira à noite, no auditório da Universidade do Minho, no campus de Azurém.

Os manifestantes protestavam pela decisão da subcomissão de Proteção Civil de proibir a realização do cortejo do Pinheiro, o número mais aguardado das Festas Nicolinas. "Assistimos aqui a um ato que considero que não respeitou esta Assembleia", comentou o presidente da AM de Guimarães, José João Torrinha, no final da sessão.

"A Mesa teve muitas dúvidas na forma de atuar, mas atuou conforme entendeu que era a melhor forma de evitar que de um incidente passasse a algo mais", afirmou. "Quando no discurso de tomada de posse aludi à maior visibilidade desta Assembleia não era desta visibilidade que estava a falar", acrescentou.

A Comissão das Festas Nicolinas 2021 diz que o Pinheiro não é apenas um desejo, mas o objetivo para um trabalho árduo. Os nicolinos lamentam que a subcomissão de Proteção Civil tenha ignorado o plano de contingência para o Pinheiro e os apelos para o uso de máscara no cortejo.

A Comissão acusa a Câmara Municipal de faltar ao compromisso de emitir as licenças se as medidas nacionais não entrassem em vigor antes da data da realização do cortejo do Pinheiro. Os estudantes recordam que andaram pela cidade a gravar vídeos com a equipa de comunicação da Câmara para sensibilizar a população a usar máscara.

"Aceitamos sempre a ajuda, mas nunca estamos dependentes dela. A Comissão informa por isso que as Festas se vão realizar, como conseguirmos. As tradições também se adaptam aos tempos, e os nicolinos são mestres a improvisar", termina a nota dos estudantes.