Protesto

Cerca de 50 pessoas manifestaram-se este sábado contra o preço dos combustíveis em Guimarães

Cerca de 50 pessoas manifestaram-se este sábado contra o preço dos combustíveis em Guimarães

Houve mais polícias do que manifestantes no protesto contra o preço dos combustíveis, este sábado, em Guimarães. A manifestação que começou a ganhar forma nas redes sociais juntou aproximadamente 50 pessoas, numa marcha que partiu da Cooperativa Agrícola, em Creixomil e terminou junto à estátua de D. Afonso Henriques.

"Estamos aqui particulares e empresas que estão a sofrer com a subida dos preços dos combustíveis. Tudo está a subir e ninguém fala, todos estão a ficar com a corda mais apertada, mas ninguém diz nada. Só vão falar quando já estiverem sem ar", afirma Filipe Martins, um dos organizadores da manifestação.

"Há aqui empresas que estão a gastar aos mil, mil e quinhentos euros de combustível a mais por mês, isto não dá para aguentar", reclama. Filipe Martins tem um negócio de construção que depende muito dos transportes. E admite que está a gastar mais 300 euros de combustível "do que antes destas subidas terem começado."

Os preços dos materiais de construção também já refletem a escalada dos preços do combustível. "Isto vai acabar por se refletir no consumidor final", avisa Filipe Martins.

Domingos Leite, com casaco e camisola do Vitória, afirma que já só usa o carro para ir trabalhar e para ir às compras, "não dá para mais nada." Passear está fora de questão, em virtude dos preços, queixa-se. "Na minha opinião o Governo tinha que tirar o adicional sobre o Imposto Sobre Produtos Petrolíferos, além disso devia manter o olho sobre a formação dos preços", afirma.

Para Domingos, o AUTOvoucher é "um tapa olhos, não é solução nenhuma, é uma fantochada autêntica", crítica. Um grande número de pessoas, entre os manifestantes concorda que o Governo deve intervir no preço, pela via da redução dos impostos.

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