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"Electric Rally". Este rali não faz barulho e o mais rápido não ganha

"Electric Rally". Este rali não faz barulho e o mais rápido não ganha

Prova de carros elétricos decorre em cinco cidades do vale do Ave. Premeia regularidade em vez da velocidade.

Numa reportagem de rali tradicional, a referência ao barulho dos motores é um clássico, mas o futuro pode ser diferente. Este sábado, em Guimarães, deu-se o primeiro passo para o que "poderá ser o futuro do automobilismo", nas palavras de Paulo Almeida, presidente da Comissão Organizadora do "Electric Rally", Taça de Portugal Novas Energias.

A prova de automobilismo com carros exclusivamente elétricos, que arrancou este sábado em Guimarães, é em quase tudo diferente de um rali tradicional. Para começar, os motores não fazem barulho porque são elétricos. Depois, o objetivo não é chegar primeiro, mas corresponder da forma mais precisa às velocidades pré-estabelecidas pela organização. "É uma prova de regularidade. Antes de começar, damos aos pilotos as médias exatas e eles são penalizados se se afastarem desse tempo", acrescenta.

O percurso é feito numa estrada onde o trânsito não está interditado e os desvios à velocidade pré-estabelecida são contabilizados à décima de segundo, o que torna irrelevante o uso de mecanismos de controlo de velocidade como o "cruise control". Há ainda a regra imperiosa de serem escrupulosamente cumpridas as regras do Código da Estrada.

Novas energias

A Taça de Portugal Novas Energias é uma prova do Classic Club com a Associação de Municípios do Vale do Ave, composta pelos municípios de Guimarães, Fafe, Famalicão, Vizela e Santo Tirso. É por esta ordem que os carros elétricos vão passar, ao longo de cinco etapas.

Depois das primeiras quatro, entre Guimarães e Vizela, desde as 10 até às 23 horas deste sábado, a prova continua domingo, até Santo Tirso. "Este é o regresso do rali a Guimarães, salvaguardando as questões ambientais", resume Adelina Pinto, vereadora da Câmara vimaranense.

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