Guimarães

Funerais das vítimas do acidente na A1 realizam-se na quarta-feira

Funerais das vítimas do acidente na A1 realizam-se na quarta-feira

As cerimónias fúnebres decorrem nas freguesias onde residiam as vítimas, no concelho de Guimarães

O funeral de António Araújo, o motorista do autocarro que se despistou, no passado sábado, na A1, na zona da Mealhada, realiza-se amanhã, quarta-feira, em Santa Maria de Airão. Alberto Soares e Emília Castro, os outros dois passageiros que morreram em resultado do acidente, também serão sepultados amanhã, em Figueiredo.

António Araújo, tinha 58 anos (e não 63 como erradamente adiantamos) e era o motorista e proprietário do autocarro acidentado. O corpo vai estar em câmara ardente a partir das 20 horas desta terça-feira, no salão paroquial de Santa Maria de Airão. As cerimónias fúnebres realizam-se quarta-feira pelas 16 horas, no mesmo salão paroquial.

O corpo de Alberto Soares, de 78 anos, um dos passageiros que morreu em resultado do acidente, estará em câmara ardente a partir das 10 horas de amanhã, quarta-feira, na igreja paroquial de Figueiredo. As cerimónias fúnebres acontecem às 15 horas. Na mesma freguesia, mas na capela mortuária, a partir da 11 horas decorrerá o velório de Emília Castro. O corpo segue dali para a igreja paroquial de Figueiredo, onde decorrerá a missa, às 18.30 horas, e o sepultamento, no cemitério local.

António Araújo, Alberto Soares e Emília Castro morreram na sequência de um acidente com um autocarro que seguia para o Santuário de Fátima, com 38 pessoas, quase todas da freguesia de Figueiredo, em Guimarães. O grupo, de 140 pessoas, tinha partido de Guimarães, às 6.30 horas do passado sábado, em três autocarros. Por volta das 9.30 horas, segundo relatos das primeiras testemunhas a chegar ao local, o motorista do autocarro, que seguia na frente, terá perdido o controlo da viatura, como resultado do rebentamento do pneu frontal do lado esquerdo. O autocarro ultrapassou os separadores centrais, atravessou a via contrária e foi embater num poste, do lado contrário da autoestrada. Do acidente resultaram 33 feridos e três mortos.

A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) revelou esta segunda-feira ao JN que "é muito provável que [o autocarro] não tenha seguro". A confirmar-se, "a regularização deste sinistro será assegurada pelo Fundo de Garantia Automóvel, gerido pela ASF", acrescenta a APS. A Autoridade se Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões não comenta a situação, até verificar junto de todos os mediadores se a Roda do Rei, proprietária do autocarro, não fez um seguro pouco antes do acidente. Nesse caso, o seguro poderia ainda não constar da base de dados.

No caso de se confirmar que a viatura não estava segurada, o Fundo de Garantia Automóvel assumirá os danos físicos e materiais dos feridos e as indemnizações pelas mortes, ficando com o direito de ser ressarcido dos valores por parte da Roda do Rei.

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