Dia Mundial da Diabetes

Hospital de Guimarães alerta para o açúcar disfarçado em certos alimentos

Hospital de Guimarães alerta para o açúcar disfarçado em certos alimentos

O Hospital Senhora da Oliveira (HSOG) assinalou, este domingo, o Dia Mundial da Diabetes, com uma ação de sensibilização no Guimarães Shopping. As enfermeiras informavam quem passava sobre a quantidade de açúcar presente nos alimentos, em alguns casos as reações eram de espanto.

"Uma embalagem de 275 gramas de ketchup tem o equivalente a 12 pacotes de açúcar". Este era um dos exemplos utilizados que mais impressionava as pessoas, nos dois pontos de informação montados no Centro Comercial. Algumas chegaram até a confessar que nem sabiam que o ketchup tinha açúcar.

A enfermeira Isabel Martins, da consulta de diabetologia do HSOG, esclarece que as pessoas com diabetes já estão mais informadas sobre esta temática do açúcar presente nos alimentos, contudo, o resto da população ainda tem um longo caminho a percorrer. A enfermeira sublinha a importância de saber ler os rótulos, alertando que "muitas vezes, quando nas embalagens anunciam açúcar zero, há um aumento das gorduras para preservar o sabor", garante.

Em cima da banca estavam expostos vários alimentos e à frente de cada um o número de pacotes de açúcar presentes.

"O facto de as pessoas verem a quantidade de açúcar presente nos alimentos, alguns dos quais levamos, no dia a dia, para os nossos lanches e para os das nossas crianças, leva-as a refletirem um bocadinho sobre as opções", relata Isabel Martins. A enfermeira não é taxativa quanto à quantidade de açúcar que cada pessoa pode consumir diariamente. "Depende muito daquilo a que chamamos fatores externos: exercício físico ou como o corpo funciona em termos metabólicos", admite.

Mas Isabel não hesita, entre o refrigerante original e a opção sem açúcar, a alternativa isenta de açúcar é mesmo a melhor, tal como, entre o açúcar e o adoçante, mesmo para uma pessoa que não tem diabetes, o melhor é usar adoçante.

Estefânia Miranda, enfermeira no Serviço de Pediatria do HSOG, também sublinha a importância da leitura dos rótulos, "muitas pessoas não têm noção do açúcar que consomem." Estefânia chamou ainda a atenção para bebidas que são vendidos como água (aromatizada) e que, na verdade, têm uma enorme quantidade de açúcar.

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A pediatria trata essencialmente a diabetes tipo I. Neste caso é o próprio corpo que ataca as células do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. A diabetes tipo II, por outro lado, desenvolve-se devido aos hábitos alimentares incorretos, ao sedentarismo e a obesidade.

Uma preocupação, na consulta de Pediatria, explica Estefânia Miranda, são as crianças com excesso de peso que são seguidas em consulta própria. "Trata-se de educar os pais porque não são as crianças que fazem as compras. As crianças naturalmente pedem alimentos doces. Mas a obesidade está muito relacionada com a alimentação e com a falta de exercício, que são dois fatores cruciais para que as crianças desenvolvam diabetes tipo II no futuro", alerta Estefânia Miranda.

Ana Luísa Bastos, enfermeira diretora do HSOG, afirma que a importância da comemoração deste dia é alertar para a importância do diagnóstico precoce e para a necessidade da adoção de estilos de alimentação saudáveis.

A enfermeira diretora destaca a presença da Pediatria nesta ação de sensibilização, "para que as famílias percebam que a adoção de estilos de vida saudáveis se faz desde pequenino."

O HSOG segue, na sua consulta de Diabetologia, cerca de cinco mil doentes a que se juntam 80 crianças com diabetes tipo I. Um número bastante inferior aos 17 601 diabéticos, com exame dos pés realizado no último ano, registados em dezembro de 2020 no ACES do Alto Ave, já que muitos dos casos menos complicados são seguidos nas unidades de cuidados de saúde primários.

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