Guimarães

Líbios vão liquidar salários do Hospital Privado de Guimarães

Líbios vão liquidar salários do Hospital Privado de Guimarães

O tratamento de soldados da guerra civil da Líbia é o "trunfo" da Administração do Hospital Privado de Guimarães para pagar os salários em atraso aos funcionários que ameaçaram suspender os contratos.

A última de muitas reuniões entre a Administração e os trabalhadores ocorreu na passada sexta-feira. Na presença dos funcionários do hospital esteve Teófilo Leite, administrador, que "não adiantou previsões sobre quando é que vai pagar o que deve de salários", disse ao JN um dos funcionários presentes na reunião.

Os sucessivos atrasos fizeram com que os funcionários ameaçassem com a suspensão dos contratos de trabalho, o que a acontecer poria em causa todos os serviços da unidade de saúde, uma vez que são muitos os que pretendiam avançar com a ação. No entanto, a Administração revelou ao JN que tem já um contrato assinado com a Líbia que permite regularizar a situação de todos. Até ao final da semana, entrarão nos cofres da unidade 2,5 milhões de euros (ler caixa).

As dívidas da Administração aos funcionários variam consoante a pessoa, pois Teófilo Leite "paga partes do salário a uns e a outros não dá nada", acrescenta a mesma fonte. Segundo foi dito na reunião, a chefia do hospital estaria "a negociar soluções"para a viabilidade financeira do estabelecimento e "vai dar prioridade aos médicos".

ARS desmente atrasos

A alegada diferenciação no tratamento dos funcionários levou mesmo a que alguns deles tivessem abandonado a reunião a meio, em protesto contra a Administração. Mais tarde, reuniram sem a Administração e decidiram suspender os contratos. Afirmam que "ninguém se preocupa em pagar enquanto os serviços não pararem".

Os atrasos com pagamentos remontam a outubro de 2011, segundo a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), altura em que começaram a surgir denúncias públicas de atrasos. Na altura, a Direção do hospital remeteu para uma dívida, alegadamente de 1,8 milhões, que a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte tinha para com a Casa de Saúde. Em agosto de 2012, a unidade justificava os atrasos com as dívidas da ARS. Porém, ao JN, fonte oficial da ARS afirmou que os pagamentos de faturas ao hospital "estão dentro do prazo estipulado", que no caso da saúde varia entre 90 e 120 dias, dependendo da rubrica.

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