Guimarães

Margens do Ave, Selho e Vizela vão ganhar nova vida

Margens do Ave, Selho e Vizela vão ganhar nova vida

Os três maiores rios do concelho de Guimarães vão ser alvo de um programa de renaturalização.

Foi aprovada a candidatura de Guimarães aos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI) para reabilitação da rede de corredores verdes do concelho. O Município vai investir 1,5 milhões de euros, para renaturalizar os corredores dos rios Ave, Selho e Vizela.

A candidatura do Município de Guimarães no âmbito do projeto " REACTivar Guimarães - Renaturalização dos Corredores Verdes dos rios Ave, Selho e Vizela" foi aprovada com um financiamento de 1,2 milhões de euros para um investimento total de 1,5 milhões.

O projeto resulta da aposta do Município de Guimarães na reabilitação dos ecossistemas fluviais, em linha com as principais diretrizes da Agência Portuguesa do Ambiente, do Ministério do Ambiente e da Ação Climática, bem como dos objetivos e prioridades da Comissão Europeia. Estão previstas intervenções no leito dos rios, os "corredores azuis", e nas margens, os "corredores verdes". As intervenções nas zonas ribeirinhas acompanham o traçado já existente das ecovias do Ave e do Selho e Vizela.

Na bacia do Ave, os trabalhos abrangem 15 freguesias ou uniões de freguesias, 14 no caso do Selho e por Moreira de Cónegos e Lordelo, no caso do rio Vizela.

Segundo Carlos Ribeiro, diretor executivo do Laboratório da Paisagem, "estamos a falar essencialmente de medidas que incluem a renaturalização e reabilitação dos corredores verdes dos rios Ave, Selho e Vizela e mitigação do efeito de cheias e inundações".

Vão ser plantadas novas matas ribeirinhas

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Entre as ações a desenvolver estão a melhoria das funções ecológicas da vegetação ribeirinha, nomeadamente com a plantação de matas, estabilização de margens, por aplicação de soluções técnicas de engenharia natural e contenção de espécies invasoras. No leito dos rios, está previsto o desassoreamento, incluindo remoção de obstáculos inventariados e a desobstrução de açudes e obstáculos transversais.

O programa contempla também uma componente de monitorização com a colocação de sensores nos locais reconhecidos como os principais pontos de rejeição de efluentes, contribuindo para assegurar uma intervenção adequada das autoridades.

Este projeto desenvolvido pela Câmara Municipal de Guimarães e Laboratório da Paisagem conta ainda com as parcerias da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e Universidade do Minho.

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