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Pagar multas fica mais barato do que reforçar condutas

Pagar multas fica mais barato do que reforçar condutas

Um dia depois da grande descarga de esgotos que contaminou o rio Selho durante mais de 24 horas, em Guimarães, são várias as vozes de condenação e a pedir um reforço da rede de saneamento em alta, da responsabilidade da Águas do Norte, tutelada pelo Ministério do Ambiente.

Um eventual reforço da rede, apurou o JN tendo por base empreitadas semelhantes em outras zonas do país, representaria sempre um investimento nunca inferior a três milhões de euros. A bacia do rio Selho tem 25 quilómetros de extensão. Já as multas andam na casa das dezenas de milhar, concretamente nos 24 mil euros, segundo a lei, por cada contraordenação ambiental muito grave.

Como o JN noticiou ontem, a empresa Águas do Norte entende que as infraestruturas existentes no rio Selho "foram corretamente dimensionadas para a área de drenagem servida, não existindo motivos atendíveis que justifiquem a ampliação da capacidade". Entende aquela empresa que o problema está nas ligações particulares, indevidas, das águas pluviais à rede municipal. Ou seja, para a Águas do Norte não é a rede que tem pouca capacidade, mas antes o caudal que é mais elevado do que deveria ser. O que acontece é que sempre que chove há descargas para o rio.

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