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Virgínia recuperou a esperança após oito anos na cadeia

Virgínia recuperou a esperança após oito anos na cadeia

Em Guimarães, há dois movimentos que já ajudaram centenas de famílias em situações emergentes de vulnerabilidade. Os grupos "Servir sem olhar" e o "Ajudar o próximo" fazem da informalidade vantagem para serem mais rápidos no auxílio a quem precisa.

​​Foi através da Segurança Social que Virgínia chegou ao "Ajudar o próximo". Saiu da cadeia, em setembro, depois de cumprir oito anos de uma pena de 14 e meio. A Segurança Social arranjou-lhe dinheiro para os primeiros meses de renda numa pequena casa, mas era preciso tudo, desde a cama ao frigorífico e um emprego para poder continuar a pagar a renda. Neste caso, os dois movimentos trabalharam em conjunto e, em poucos dias, tinham a casa mobilada. "Tenho até um quarto para a minha menina", mostra Virgínia, orgulhosa, aos 39 anos, com a primeira casa a que pode chamar sua. O próximo passo na sua vida é recuperar a guarda da filha.

Arranjar emprego para alguém com cadastro não é fácil. Virgínia fez várias tentativas: primeiro num lar, depois numa fábrica de calçado. "Quando sabiam que eu tinha estado dentro, mandavam-me embora", conta. Mas o grupo "Ajudar o próximo" arranjou-lhe um lugar num restaurante.

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