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Voluntários passeiam animais de canil sobrelotado em Guimarães

Voluntários passeiam animais de canil sobrelotado em Guimarães

Nas manhãs de sábado, 50 voluntários da Sociedade Protetora dos Animais de Guimarães (SPAG) tiram os cães das jaulas e levam-nos a passear.

O Centro de Recolha Oficial de Animais (CRO) está lotado, os seis funcionários não têm mãos a medir e não lhes resta tempo para fazerem este trabalho. Sem estas pessoas, muitos dos cães passariam semanas sem ver a luz do dia. Inicialmente eram cinco, e, como estão limitados a duas horas, viam-se obrigados a fazer escolhas.

"Levava à rua aqueles que me parecia que estavam mais desesperados", afirma Renato, um dos voluntários mais dedicado. O pavilhão do CRO, onde ficam as jaulas dos cães, parece-se com a imagem que temos de uma prisão. Corredores escuros onde se sucedem portas com grades de ferro. Atrás de cada porta, há um cão confinado a um espaço que não é maior que uma cabine telefónica. O interior é escuro e o alvoroço dos animais, irritados por longos períodos em cativeiro, torna a permanência no local insuportável. Na porta de cada jaula há um nome. "Foi uma conquista", afirma Isabel Rodrigues, vice-presidente da SPAG. "Antes, eram simplesmente postos aqui como se fossem coisas", atalha.

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