Póvoa de Lanhoso

Inspetora quer pôr menina de sete anos a falar da vida sexual do irmão

Inspetora quer pôr menina de sete anos a falar da vida sexual do irmão

Os pais do aluno de 15 anos da Escola Gonçalo Sampaio, da Póvoa de Lanhoso, suspeito de envolvimento amoroso com uma professora, não vão permitir que a inspetora do Ministério da Educação, que gere o inquérito disciplinar, ouça a irmã, de sete anos, considerando que tal é "ilegal e imoral".

"O mais certo é ninguém aparecer", disse o aluno ao JN, a propósito das três cartas que a família recebeu para que ele próprio, a mãe, o pai e a irmã se apresentem dia 22 no estabelecimento escolar. O jovem sublinhou que já foi ouvido três vezes, bem como o pai e a mãe.

Em declarações ao JN, a advogada Sandra Azevedo, que defende a docente Liliana Costa, classificou de "ridícula" a tentativa da inspetora Maria Margarida Cunha de pôr a menina a "falar da suposta vida sexual do irmão mais velho". "Nem no tempo do Salazar havia disto", lamentou, sublinhando que, mesmo o Ministério Público do Tribunal de Família só pode ouvir crianças em circunstâncias especiais.

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