Imóvel

Emigrante compra escola do Assento em Terras de Bouro

Emigrante compra escola do Assento em Terras de Bouro

Imóvel em Valdosende vendido por 70 mil euros. Dinheiro vai ser investido numa praça pública e no relvado do parque desportivo

Um emigrante de Terras de Bouro adquiriu esta sexta-feira em hasta pública, o edifício da antiga escola primária do Assento, em Valdosende, pelo preço base de 70 mil euros. Já o leilão para a escola da Paradela, na mesma freguesia, ficou deserto, pela terceira vez.

De acordo com o presidente da Câmara, Manuel Tibo, a verba angariada com o imóvel será aplicada na própria freguesia, respeitando um "compromisso de honra" que assumiu com aquela comunidade.

Entre os projetos previstos está a aquisição de uma parcela de terreno, com cerca de 1700 m2, para a criação de uma praça pública no Lugar do Assento, com condições para estacionamento e realização de eventos. O dinheiro servirá, também, para relvar um parque desportivo em Valdosende.

A freguesia poderá beneficiar de outros investimentos, caso o Município consiga, num próximo leilão, alienar a antiga escola primária da Paradela, com 1661 metros quadrados. "Já colocámos três vezes em hasta pública por 75 mil euros e não apareceu nenhum interessado, por isso, vamos fazer uma reavaliação do prédio e verificar se mantemos o valor ou baixamos para encontrar algum concorrente", explica Manuel Tibo, garantindo que o edifício "nunca será vendido ao desbarato". "Temos que pensar no interesse público", frisa o autarca, lamentando que algumas pessoas que tinham manifestado vontade de adquirir o edifício não tenham aparecido, esta sexta-feira, à hasta pública.

A escola da Paradela, às portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, está devoluta há mais de uma dezena de anos. Já o equipamento escolar do Assento, agora alienado, ficou sem ocupação há três anos, após a transferência das crianças para o Centro Escolar de Terras de Bouro. Manuel Tibo garante não conhecer as intenções do comprador do imóvel, mas o espaço, com 743,5 m2, tem luz verde para se transformar em habitação ou num empreendimento de turismo rural.

"O que queremos é não ter o património devoluto e dar-lhe alguma utilidade", conclui Manuel Tibo.

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG