Vieira do Minho

Trilho armadilhado já deu em processo-crime

Trilho armadilhado já deu em processo-crime

Os betetistas estão em alerta máximo por causa das armadilhas nos trilhos. São muitas as denúncias, as quedas e os ferimentos, assim como a variedade de artefactos usados, mas quase ninguém apresenta queixa.

Depois de um ""acidente" causado por um cabo de aço colocado num trilho de BTT, o homem que ficou ferido com gravidade avançou com um processo--crime por ofensa à integridade física que ainda corre no Tribunal de Vieira do Minho.

Antes, já um betetista de Fafe tinha solicitado a intervenção do tribunal para regular a forma como o seguro estava a "tratar" do acidente que teve quando circulava por um trilho em Fafe. Do acidente resultaram mazelas irrecuperáveis tendo, por isso, sido indemnizado pelo seguro.

Depois da notícia do JN sobre as armadilhas colocadas em diversas localidades minhotas em trilhos usados pelos praticantes de BTT, não faltam relatos de acidentes, ferimentos e a descrição de outro tipo de objetos, para além dos cabos de aço e dos arames.

"Já encontrei quatro cordas colocadas no monte de Santa Marinha, entre Guimarães e Fafe", referiu Jorge Ferreira, betetista e proprietário de uma loja de equipamentos para a modalidade. "Não existe nenhuma proteção que possamos usar para nos protegermos das cordas. Ou as vemos e travamos a tempo ou, em caso de nevoeiro ou chuva, chocamos e temos que sofrer as consequências", frisou.

Jorge Ferreira nunca fez nenhuma participação à GNR. À sua loja, um betetista levou uma armadilha que nunca tinha visto: "Era feita em ferro, com pregos, e foi, com toda a certeza, construída por um serralheiro. Tinha soldas e pormenores que não é possível fazer em casa".

Nas redes sociais, milhares de comentários alegadamente feitos por praticantes de BTT, relatam outros casos. Ricardo Cunha, de Fafe, confirmava a existência de mecanismos com pregos colocados nos trilhos. "Em Vizela, em Lustosa e Barrosas já encontrei arames e cordas a impedir a passagem", afirmou Pedro Silva. Jorge Rego, de Famalicão, acrescenta à lista a freguesia de Santiago da Cruz. A prática da colocação de barreiras (também com pedras e buracos cavados no chão) foi denunciada por betetistas de Braga, Guimarães, Famalicão e Monte Córdova, em Santo Tirso.

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"No passado domingo, encontramos uma corda de aço em Airão Santa Maria (Guimarães) que podia ter cortado o pescoço aos que iam na frente do grupo. Estava presa a dois eucaliptos", afirmou Ricardo Araújo, praticante de BTT com um grupo informal de amigos.

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