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Vieira do Minho dá até dois mil euros às empresas "enquanto durar a pandemia"

Vieira do Minho dá até dois mil euros às empresas "enquanto durar a pandemia"

A Câmara Municipal de Vieira do Minho, no distrito de Braga, vai conceder apoios de até dois mil euros às cerca de 500 pequenas e médias empresas do concelho.

A medida foi aprovada por unanimidade pelo executivo e deverá ser ratificada em assembleia municipal no próximo mês de abril. Os pagamentos às empresas selecionadas, após avaliação de candidatura pela autarquia, deverão iniciar-se "o mais tardar até junho".

"Vamos aplicar o apoio naquilo que gastamos com a pandemia em março, abril e maio. Foi-nos concedido pelo Governo o lay-off que só garantiu até oitenta e pouco por cento os trabalhadores, e os sócios-gerentes não tiveram qualquer tipo de apoio. Vamos tentar encaixar no pé de meia que a empresa tinha e [com o qual] conseguiu segurar os postos de trabalho", adianta Armando Lemos, de 49 anos, empresário do setor da construção há dez, e que emprega quatro pessoas. É candidato ao novo apoio da Câmara de Vieira do Minho, na esperança de "encaixar" alguma verba para repor as perdas sofridas durante o ano passado em que teve as obras paradas. "A entrada da pandemia foi um murro no estômago. Parou tudo ou quase tudo em Portugal e para as empresas de construção civil que pararam por opção, que foi o nosso caso, foi muito difícil", contou.

O autarca António Cardoso afirma que o apoio empresarial - 500 euros por trabalhador com limite de quatro -, pretende ser "um complemento às medidas do Governo" e estará em vigor "enquanto durar a pandemia".

"Já disse que podemos ir um pouco além da verba inicial que está prevista de 100 mil euros. Podemos ir além, aquilo que for necessário, porque felizmente temos condições financeiras para o fazer", acrescentou, considerando, pela adesão de empresas já verificada desde que foi tornada pública a medida, que os setores mais afetados poderão ser o turismo, a restauração e a construção civil.

"Neste momento temos previstos dois mil euros, máximo e numa prestação única, por cada candidatura. Diziam algumas das pessoas que vão beneficiar desta medida que, sendo pouco, é mais do que a administração central lhes dá", frisa o autarca, referindo que avançou com aquele apoio por estar ciente "das dificuldades das empresas" de Vieira do Minho.

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