Investimento

Em seis anos Famalicão Made IN apoiou a criação de 159 empresas

Em seis anos Famalicão Made IN apoiou a criação de 159 empresas

Em seis anos, o programa de apoio ao crescimento económico Famalicão Made In, criou 1876 postos de trabalho, e levou à criação de 159 empresas, cujo investimento atingiu os 286 milhões de euros.

O programa trabalha as várias áreas do investimento seja ao nível do empreendedorismo, da captação de investimento ou da promoção das empresas concelhias. O auxílio às novas ideias de negócio materializa-se muitas vezes, na incubação das start ups criadas. Por isso, o município, que promove o programa, apresentou esta terça-feira, mais um polo de incubação, que se junta aos dois existentes.

A mais recente incubadora está instalada no Centro de Investigação, Inovação e Ensino Superior de Vale S. Cosme, e está orientada para os negócios ligados à sustentabilidade e à economia circular.

Com espaço para pelo menos uma dezena de empresas, o polo de incubação tem para já, instaladas três empresas. Uma delas dedica-se à criação e comercialização de ténis com marca própria feitos em "novos materiais" como por exemplo a pele de porco. "Trata-se de aproveitar a pele do porco que é utilizado para a alimentação. Não usamos peles que sejam propositadamente extraídas para a produção de calçado", adiantou Rita Duro que começou a "desenhar" o negócio há cerca de "seis, sete anos". Por isso, destaca o "apoio" que teve através do Gabinete de Apoio ao Empreendedor do Famalicão Made In. "Estarmos instalados na incubadora impulsiona o negócio e sentimo-nos acolhidos", notou.

A incubadora do Famalicão Made In, que integra agora, três polos, tem 34 startups instaladas e 54 postos de trabalho criados nas mais variadas áreas.

Para Rita Duro "a sustentabilidade, a qualidade e o design é a linha" que a marca de calçado que criou vai seguir. A marca vai entrar no mercado em breve com vendas online.

O comércio eletrónico é aliás uma das "tendências" de negócio que tem chegado ao Gabinete de Apoio ao Empreendedor. "Mesmo com a situação que estamos a viver tem havido uma grande procura, com ideias de negócio no âmbito da prestação de serviços, do comércio eletrónico", adiantou Augusto Lima, vereador do Empreendedorismo da Câmara de Famalicão.

A mesma fonte revelou que normalmente, com exceção do ano passado, que foi "atípico" em que o gabinete recebeu 600 projetos, nos anos anteriores o número ficou a rondar 350. Contudo este ano, até setembro já entraram 370 projetos. "Os momentos de crise são vistos como uma oportunidade", adiantou.

O presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha sublinhou a aposta municipal na sustentabilidade e na economia circular, e diz que os resultados do Famalicão Made In "superaram largamente" as expetativas.

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