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Fim das obras no centro de Famalicão divide executivo

Fim das obras no centro de Famalicão divide executivo

Presidente da Câmara de Famalicão diz que está "99,9% pronta" mas a oposição discorda. Prazo de conclusão foi adiado quatro vezes.

O presidente da Câmara de Famalicão, Mário Passos (eleito pelo PSD-PP), afirmou esta quinta-feira que a obra de renovação do centro da cidade está "99,9% pronta". "Faltam umas retificações, mas todo o espaço já está a ser usufruído pelas populações", acrescentou no final da reunião do executivo.

Os vereadores socialistas consideram que as obras não estão finalizadas. "Basta uma simples volta pelo centro da cidade para perceber que há vários locais onde as obras não estão concluídas", afirmou Paulo Folhadela.

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Durante a manhã de hoje, ainda decorriam trabalhos na Praça D. Maria II, nomeadamente no edifício onde ficará instalado o quiosque. A renovação das artérias do centro e a Praça Mouzinho de Albuquerque estão prontas.

A empreitada deveria ter ficado pronta há cerca de um ano mas sofreu quatro prorrogações de prazo. A última apontava para que a obra ficasse concluída no dia 20 de agosto, mas nessa altura ainda decorriam trabalhos. Foi então pedida pelo empreiteiro a entrega provisória da empreitada.

Durante 30 dias a Câmara fez a vistoria que concluiu que esta está terminada. "Só não está formalmente pronta porque faltam diligências formais", nota Mário Passos. "O relatório da vistoria diz que estão em desenvolvimento um conjunto de retificações de coisas que não foram aceites e estão agora a ser concluídas", afirma.

O PS questionou Mário Passos sobre o assunto e não ficou satisfeito com a resposta. Entende que a empreitada não está pronta e diz ter ficado sem saber quais as conclusões do relatório da vistoria, nomeadamente a "reação jurídica da Câmara" perante o atraso na execução da obra.

O prazo de conclusão da obra foi adiado quatro vezes, e o custo da obra, adjudicada por 7,6 milhões, subiu mais de um milhão de euros.

A empreitada englobou a renovação da Praça Mouzinho de Albuquerque, da Praça D. Maria II e das principais artérias do miolo urbano. O estacionamento foi organizado e as ruas foram transformadas em vias partilhadas por carros, peões e bicicletas.

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