Ensino

Escola de Famalicão abriu portas aos alunos à meia-noite para verem notas

Escola de Famalicão abriu portas aos alunos à meia-noite para verem notas

Várias escolas secundárias abriram as portas, ao primeiro minuto desta sexta-feira, para que os alunos ficassem a saber as notas dos exames nacionais. Mais de cem alunos e pais consultaram os resultados em escola de Famalicão.

Várias escolas secundárias abriram as portas, ao primeiro minuto desta sexta-feira, para que os alunos ficassem a saber as notas dos exames nacionais. Mais de cem alunos e pais consultaram os resultados em escola de Famalicão.

Como os resultados só podem ser conhecidos no dia 12, sexta-feira, há estabelecimentos que deixaram os alunos entrar à meia-noite e um minuto. A Camilo Castelo Branco, em Vila Nova da Famalicão, que este ano deu cerca de 1600 exames, recebeu a essa hora mais de uma centena de estudantes do 11.º e 12.º anos e encarregados de educação, em ambiente de festa.

"Vou dormir muito melhor sem o stress de saber as notas", disse ao JN João Melo, do 12.º ano, que conseguiu o resultado pretendido para entrar no curso de Ciências do Desporto, no próximo ano.

Francisca Silva, de Línguas e Humanidades, partilha da mesma opinião: "Os exames são um acontecimento muito importante para os alunos e saber as notas mais cedo é tranquilizante."

Para José Morais, que acompanhou a filha, Mafalda, à escola, "essa é uma forma de partilharem o nervosismo e há um bom clima dentro da escola entre pais e professores".

A iniciativa, que "pretende acalmar alunos e pais, e também proporcionar um ambiente festivo e de descontração", repete-se há vários anos. "Os estudantes ficam menos nervosos e mais despreocupados com os resultados dos exames", disse ao JN fonte do estabelecimento de ensino.

Menos quatro mil alunos foram a exame

Este ano, 159 mil alunos fizeram, apenas na primeira fase, 342.570 exames a várias disciplinas, a nível nacional. São menos quatro mil estudantes do que no ano passado: 43% são alunos de Ciências e Tecnologia, 24% de Línguas e Humanidades, 10% da área de Ciências Socioeconómicas e os restantes de outros cursos. Das provas realizadas, 8,7% destinavam-se a "melhorar a nota obtida em anos anteriores".