"Mundos de Vida"

Pais contestam mudança da "dinâmica pedagógica" em jardim de infância de Lousado

Pais contestam mudança da "dinâmica pedagógica" em jardim de infância de Lousado

Os pais dos 25 alunos de uma das salas do jardim de infância da "Mundos de Vida", em Lousado, Famalicão estão a protestar, na manhã desta quinta-feira, contra a mudança da dinâmica pedagógica que a instituição quer levar a cabo já em setembro.

Segundo Daniela Rodrigues, porta-voz dos encarregados de educação da denominada "Sala Amarela", a "Mundos de Vida" quer implementar o projeto bilingue na referida turma do jardim de infância, que integra crianças com cinco anos.

"Não estamos contra o projeto mas contra a forma como a instituição o quer implementar", alega. "Com a pandemia e o uso de máscaras, há meninos que têm problemas de dicção e não estão preparados para esta alteração", afirma.

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Por outro lado, evocam que a "mudança drástica " de educadora a que a implementação do projeto vai obrigar não será benéfico para os filhos, "muito menos depois de dois anos de pandemia".

Segundo os pais, para que o projeto possa ser concretizado é preciso haver a sua autorização, algo que garantem não ter acontecido. "O projeto ainda não nos foi explicado, nós é que nos fomos informando porque houve uma fuga de informação", revelam. Acrescentam que a instituição só ia informar os pais no início do próximo ano letivo.

Os pais estiveram reunidos com a direção da "Mundos de Vida" para propor uma "solução intermédia", mas dizem que a direção está "intransigente" na decisão.

Daniela Rodrigues explica que propuseram que o projeto fosse implementado ao longo do ano de forma gradual ou de uma " forma intermédia", mas não foi aceite. "Os nossos filhos não estão preparados para falar inglês no quotidiano", afirma, notando que é isso que implica o projeto

Entretanto, esta quinta-feira, os pais vão enviar à Direção Regional de Educação do Norte (DREN) uma queixa, e esperam que a manifestação possa criar "abertura" na direção da "Mundos de Vida" para existir diálogo".

O JN tentou ouvir a instituição mas até ao momento ainda não foi possível.

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