Crise

Programa "Retomar Famalicão" estima dois milhões para ajudar economia local

Programa "Retomar Famalicão" estima dois milhões para ajudar economia local

A Câmara de Famalicão lançou, na manhã desta sexta-feira, um programa extraordinário de apoio direto à economia local. Denominado "Retomar Famalicão" contempla cinco medidas cuja estimativa de custos ronda os dois milhões de euros, durante este ano.

A Autarquia vai apoiar financeiramente 50% dos encargos mensais como luz, água, gás, eletricidade, saneamento e resíduos sólidos de empresas com sede em Famalicão, com estabelecimentos no concelho ou empresários em nome individual cuja atividade tenha sido encerrada ou suspensa.

Por outro lado, será lançada em "finais de março, princípios de abril", em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Famalicão (ACIF), a plataforma de comércio eletrónico "Comércio da Vila". Numa primeira fase deverão aderir à plataforma entre 100 a 150 comerciantes.

As taxas de ocupação do espaço público serão suspensas. Tal como já tinha sido aprovado, a isenção da derrama foi alargada a todas as empresas com volume de negócios igual ou inferior a 250 mil euros.

No "Retomar Famalicão" está ainda incluído o serviço de entregas gratuito de refeições ao domicílio.

Estas medidas vão vigorar durante todo o ano, com retroativos a janeiro. "São um complemento das medidas nacionais", adiantou Augusto Lima, vereador da Economia da Câmara de Famalicão, na apresentação do programa.

"São medidas mais direcionadas para as micro e pequenas empresas que têm dificuldades em aceder a outros apoios", adiantou o presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha. Há medidas nacionais, a que as empresas sem capacidade técnica não conseguem aceder por serem demasiado "burocráticas", acrescentou.

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O autarca salientou que o intuito é "ajudar" as empresas não só agora que estão encerradas, mas também quando reabrirem. "Nessa altura vão enfrentar tempos difíceis", afirmou.

Paulo Cunha e o presidente da ACIF, Fernando Ferreira, salientaram a importância da plataforma de comércio digital. "Dará num curto e no longo prazo um dinamismo ao comércio local", destacou o responsável da Associação Comercial e Industrial de Famalicão.

Segundo Fernando Ferreira já há lojas que encerraram definitivamente, mas também há novas empresas. Uma informação que o vereador da Economia comprovou notando que a procura do gabinete do empreendedor do município tem registado números semelhantes a 2018.

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