Municípios

PS diz que orçamento de Famalicão  é "eleitoralista"

PS diz que orçamento de Famalicão  é "eleitoralista"

O Partido Socialista de Famalicão considera o orçamento da Câmara Municipal para o próximo ano "interesseiro e eleitoralista". "Este orçamento esquece olimpicamente a tragédia que assola o mundo, Portugal e em particular, Famalicão", dizem os socialistas em nota enviada à imprensa.

O orçamento de 136,5 milhões de euros da Autarquia famalicense para 2021 foi aprovado na passada quarta-feira, com votos contra dos vereadores do PS, que alegam que se trata de um "orçamento pesado para o bolso dos famalicenses e das suas famílias". Segundo a mesma nota, os vereadores socialistas votaram contra o documento porque "falha no apoio ao tecido económico" do concelho; "apenas se apresenta equilibrado porque a Câmara Municipal afirma cobrar 24 milhões de euros de 'Outras Receitas', sem esclarecer como"; "promove o endividamento elevado" e " limita horizontes futuros de realização de investimentos porquanto a despesa municipal está rígida, fixa e comprometida com as despesas correntes".

Por outro lado, apontam que o orçamento apresenta "um modelo de gestão municipal errado que consome os recursos em despesa corrente", acrescentando ainda que "é pouco transparente e sem rigor" e "não investe na área social" para garantir os apoios necessários à crise provocada pela pandemia.

Ainda em nota à imprensa, o PS refere que há um "crescimento" da despesa corrente e um "aumento" da receita "arrecadada aos famalicenses", e aponta o aumento do investimento "por causa do aumento das verbas transferidas pelo Estado". Crítica ainda as despesas classificadas como "outros", que dizem não permitir "o escrutínio de gastos dos dinheiros públicos".

"Ficamos também a saber que este orçamento está construído para que 2021, ano de eleições autárquicas, seja um ano de inaugurações e que as freguesias vão ter mais dinheiro (depois de três anos com o mesmo valor anual, ao cêntimo), sobretudo para as freguesias que sejam eleitoralmente interessantes", escrevem, lançando questões sobre o apoio social, à comunidade e ao desenvolvimento económico.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG