Política

Distrital de Braga do Chega exonerou Concelhia de Vila Verde

Luís Moreira

Foto Hugo Delgado/lusa

A Comissão Política Distrital de Braga do Chega exonerou a Concelhia de Vila Verde, apesar de o partido ter eleito um vereador nas últimas eleições autárquicas, o único no norte do país.

O presidente da Distrital, Filipe Melo, disse ao JN que a razão principal se deveu ao facto de o então cabeça de lista à Câmara, Fernando Silva (conhecido como Feitor), ter convidado o antigo presidente da Câmara, António Cerqueira, para a Comissão de Honra, apesar de saber que tinha sido condenado por corrupção a uma pena de prisão efetiva. "Pedimos-lhe, quer o órgão Distrital quer a Nacional, que retirasse o ex-autarca da Comissão de Honra e ele recusou-se, o que prefigura uma desobediência às orientações do partido", explicou.

O JN contactou Fernando Silva, que não se quis pronunciar, dizendo apenas que recebeu um mail sobre o tema, mas ainda não foi notificado formalmente pelo partido.

Uma outra fonte da Concelhia adiantou que a decisão, tomada sem os militantes serem ouvidos, "é ilegal", mas o líder distrital contraria a tese: "os estatutos são claros. Cabe às Distritais nomear e exonerar as Concelhias. Enquanto não forem mudados, para que haja eleições locais no partido, estão em vigor pelo que a decisão que tomámos é legal", disse.

Para além da exoneração da Concelhia vilaverdense, a Distrital demitiu uma vogal, Maria Gabriela Cardenas, também de Vila Verde e mulher de Fernando Silva. "Insultou dois vice-presidentes no Congresso Distrital e isso é inadmissível, pelo que foi demitida", salientou Filipe Melo.

O Chega de Braga elege dia 6 de novembro os 39 delegados do distrito ao Congresso do partido, aos quais se somarão mais cinco delegados por inerência.

A lista afeta à Distrital é encabeçada por José Peixoto, da Concelhia de Amares.