Bragança

Dez milhões para garantir ligação aérea Trás-os-Montes-Algarve

Dez milhões para garantir ligação aérea Trás-os-Montes-Algarve

O novo concurso público para a nova concessão da ligação aérea Bragança-Vila Real-Viseu-Tires-Portimão, "acrescenta" face ao passado disse o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, esta manhã durante deslocação a Bragança.

Por um lado alarga o prazo de três para quatro anos e sobe o valor do financiamento de 7,8 milhões de euros para 10 milhões de euros, mais 30% do que na atual concessão que termina no próximo dia 22 de dezembro. Estas novidades foram avançadas pelo ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, que apresentou o concurso, lançado ontem, no aeródromo de Bragança, com a presença dos autarcas de Bragança, Viseu e Vila Real.

"Estou aqui para dar esta palavra aos cidadãos deste distrito e aos utentes das outras cidades. Visto de Lisboa pode parecer coisa pouca mas o espaço territorial que utiliza o serviço sabe bem como é fundamental", referiu Pedro Marques, que espera que mais empresas concorram à exploração da ponte aérea entre Trás-os-Montes e o Algarve. "A ligação é para manter e por um período largo de tempo", acrescentou ministro frisando que as interrupções anteriores "não foram boas, pois as taxas de utilização desceram abaixo dos 50%" quando a carreira ser retomada, como sucedeu no ano de 2016. "Parar não foi uma boa opção. Precisamos desta carreira com apoio público nestes territórios", destacou. A taxa de ocupação atual anda pelos os 80%.

Durante 15 anos a carreira funcionou sem interrupções, mas foi interrompida entre dezembro de 2012 e 23 de dezembro de 2015, no governo de Passos Coelho. Acabou por ser retomada na concessão atual, assegurada pela AeroVip. O governo do PS para acautelar qualquer interrupção, uma vez que o concurso público vai decorrer durante 65 dias, vai fazer o ajuste direto para que a partir do dia 23 de dezembro os voos possam prosseguir. "O concurso foi aberto quando tivemos condições das obrigações de serviço público por parte da Comissão Europeia. A boa notícia é que o concurso público é aberto antes do final da concessão e já estamos em conversações com a operadora para fazer este período de transição através do ajuste direto", descreveu Pedro Marques.

A carreira área vai manter a mesma rota, com o avião a aterrar em Tires e não na Portela, que era uma das maiores reivindicações de autarcas e utilizadores, pois a maioria dos passageiros tem como destino Lisboa. O ministro disse que é preciso promover a utilização de outras infraestruturas aeroportuárias. "É um serviço que poupa 30% de tempo de deslocação face ao automóvel. Uma viagem de cinco horas é reduzida para uma hora e meia. No Norte as acessibilidades melhoraram com a abertura do Túnel do Marão, mas esta ligação a Lisboa é muito importante para os cidadãos de Bragança, Vila Real, Viseu e até para os de Portimão", afirmou Pedro Marques.