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Bragança

Habitantes das Eurocidades reivindicam ser tratados como "cidadãos europeus"

Habitantes das Eurocidades reivindicam ser tratados como "cidadãos europeus"

Os representantes das sete Eurocidades portuguesas e espanholas reivindicaram, esta quinta-feira, a harmonização de aspetos legais, jurídicos e administrativos, entre os dois países para que as fronteiras possam ser esbatidas efetivamente e seja criado o cartão de Eurocidadão que permita o acesso a serviços de Saúde e Educação, entre outros, onde for mais próximo para os cidadãos residentes.

No fundo, para o representante da Eurocidade Cerveira-Tomiño, Fernando Nogueira, autarca de Vila Nova de Cerveira, o que se pretende "é a desfronteirização de tudo o quanto é relacionamento e um verdadeira cidadania europeia, sem diferenças de tratamento, quer formais quer informais ou legais nos dois territórios, ter um tratamento idêntico em todos os setores desde a saúde à proteção civil, poder conviver ativamente e sem constrangimentos".

Medidas que, segundo a Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, "mais do que dinheiro precisam de empenho dos dois governos", sublinhou no final de uma reunião realizada em Bragança para debater a Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço (ECDT).

Fernando Nogueira considera que é preciso passar à prática e "concertar" posições para que ir ao encontro das reivindicações dos territórios de fronteira com vista à sua valorização. "Ao longo dos séculos estes territórios foram muito penalizados. Fomos ostracizados. Com o contrabando e as ações de fuga das polícias. Hoje não temos muitas fronteiras físicas mas temos fronteiras psicológicas", destacou o autarca.

Os executivos governamentais de Portugal e Espanha estão a preparar uma Estratégia de Desenvolvimento Transfronteiriço para apresentar na próxima Cimeira Ibérica, que poderá vir a realizar-se em outubro, que foi discutida em Bragança, onde ficou acertada que estão alinhados com a proposta. "Sentem-se revistos na generalidade da estratégia mas há aspetos que precisam de ser revistos", afirmou Isabel Ferreira.

Representantes das Eurocidades: Cerveira-Tomiño, Tui-Valença, Salvaterra de Miño-Monção, Chaves-Verín, Ciudad Rodrigo - Fuentes de Oñoro - Vilar Formoso - Almeida, Badajoz - Elvas - Campo Maior, e do Guadiana. "Desde a mobilidade, ao criar ambientes favoráveis ao investimentos nestes territórios, uma relevância para os trabalhadores transfronteiriços e os seus diretos, a matéria da rodovia da ferrovia, questões ligadas aos parques tecnológicos transfronteiriços, a Ciência, a Cultura e a Saúde", descreveu a secretária de Estado.

O autarca de Cerveira destacou que durante o confinamento resultado da covid-19 "ficou demasiado claro que existem problemas na desfronteirização e que ainda há muitas barreiras. No caso do Alto Minho nós não sabemos viver sem os galegos e os galegos não sabem vivem sem os Alto Minho. A nossa penalização foi dupla porque não puderam realizar todas as ações do dia a dia", acrescentou Fernando Nogueira.

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