Bragança

Eurodeputados ibéricos defendem agência para coordenar legislação sobre cibersegurança

Eurodeputados ibéricos defendem agência para coordenar legislação sobre cibersegurança

A eurodeputada do Partido Socialista Maria Manuel Leitão Marques defendeu esta sexta-feira, em Bragança, que é preciso criar uma agência de âmbito europeu para coordenar o trabalho dos 27 Estados-membros no que respeita à fiscalização da legislação sobre cibersegurança e inteligência artificial.

"Tem que haver uma certa harmonização. A Comissão Europeia já fez essa proposta e está em discussão no Parlamento Europeu", explicou eurodeputada do PS, à margem do Seminário Transfronteiriço em Cibersegurança e Inteligência Artificial, que está a decorrer esta sexta-feira no Instituto Politécnico de Bragança (IPB).

O uso dos dados para melhorar as políticas públicas foi também defendido pelo eurodeputado espanhol Iban Garcia del Blanco. "A harmonização de procedimentos de controlo é um dos grandes debates do Parlamento Europeu. Queremos assegurar que o mercado digital europeu não se fragmenta em 27 partes, que são os países da União Europeia. O Grupo de Eurodeputados do PS defende que necessitamos de ferramentas poderosas que nos ajudem a aplicar essa regulamentação da mesma forma em todos os países, porque é a única maneira que temos de poder competir a nível global e mundial", explicou Iban Garcia del Blanco.

A cibersegurança está na ordem do dia, com sucessivos ataques à segurança de sites de jornais, empresas, bancos, organismos públicos e hospitais. Além disso, defendem os eurodeputados, também é preciso mostrar ao público que inteligência artificial pode permitir ser mais eficiente na saúde, na medicina à distância e no alívio de tarefas rotineiras, sendo uma ajuda à qualidade de vida e não somente uma forma de pôr em risco o emprego.

"Sabemos que há riscos. Usam-se os dados das pessoas para as marcar, outras não tem tanto perigo, mas mesmo algumas que têm risco é preciso avaliá-las para que não sejam de todo proibidas. Há outras, como por exemplo brinquedos de crianças, que as incitam à violência ou a comportamentos agressivos, essas não podem mesmo ser introduzidas no mercado e deve-se criar uma linha vermelha", afirmou Maria Manuel Leitão Marques.

O seminário transfronteiriço conta ainda com a presença de investigadores do IPB e da Universidade de León que já colaboram através de uma parceria entre centros de investigação na área da digitalização e robótica inteligente. "Há uma colaboração sobretudo ao nível de projetos de investigação e de doutoramento ", referiu Orlando Rodrigues, presidente do IPB.

O Politécnico de Bragança ministra um Curso Técnico Superior Profissional na área da Cibersegurança, para jovens do ensino secundário.

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