Condenação

Família portuguesa forçava mulheres e adolescente a trabalho escravo em Espanha

Família portuguesa forçava mulheres e adolescente a trabalho escravo em Espanha

O Tribunal de Bragança condenou, na quinta-feira, uma mulher e dois homens a penas entre os oito e os oito anos e meio de prisão por crimes de escravidão e tráfico de pessoas.

O processo envolvia seis arguidos, três homens e três mulheres, todos da mesma família, residente em Alfândega da Fé, que entre 2000 e 2011 escravizaram duas mulheres e uma jovem de 13 anos, forçando-as a trabalhar sem remuneração e condições básicas em quintas em Zamora, Espanha.

As vítimas tinham sido aliciadas para trabalho remunerado em tarefas domésticas e, no caso da mais nova, para tomar conta de um bebé. Mas acabaram exploradas, agredidas (uma delas sofreu um aborto na sequência de uma agressão), e a viver sob total dependência dos arguidos e vigilância constante. Os suspeitos não compravam roupa às vítimas, que só tomavam banho raramente, quando iam ao médico ou à missa. Além disso, ficavam com os seus documentos de identificação e retiravam-lhes o acesso às próprias contas bancárias, onde era depositado o abono de família da menor e outras subvenções sociais do Estado espanhol. As autoridades apreenderam ainda vários documentos que pertenciam às vítimas.

Três dos arguidos, uma mulher e dois homens, foram condenados a penas entre os oito e oito anos e meio de prisão. Um arguido foi absolvido e outros dois não foram condenados porque os crimes já tinham prescrito (a denúncia data de 2011), apesar de também terem aliciado as mulheres. O juiz que julgou o caso disse que as penas aplicadas são "moderadas" face aos crimes praticados.

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