Bragança

Feira das Cantarinhas atrai milhares de pessoas

Feira das Cantarinhas atrai milhares de pessoas

São mais de 400 os comerciantes que este ano participam na Feira das Cantarinhas, que vai decorrer até amanhã, em Bragança.

Em simultâneo, realiza-se a XXXIV Feira de Artesanato, instalada na Praça Camões, onde 58 artesãos oriundos de várias regiões do país, trabalham ao vivo. Ambas as feiras marcam um dos momentos mais altos do concelho, com milhares de pessoas pelas ruas para ver e comprar desde o renovo para plantar as hortas, até vestuário, calçado, marroquinaria, móveis, entre outros artigos.

O presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, acredita que os certames marcam "a retoma da atividade turística, muito por força dos espanhóis", que nos últimos dois anos não se realizaram à conta da covid-19.

Este ano o município apostou forte na promoção em Espanha, com "um processo de comunicação muito intenso para conseguir ter cada vez mais pessoas do lado espanhol, que são nossos vizinhos e temos que manter esta relação comercial e de amizade", observou o autarca.

Segundo Hernâni Dias "nota-se na parte dos expositores uma vontade grande de estarem nos eventos e de virem aqui para fazer negócio. As pessoas estão motivadas. Do contacto com os artesãos verificamos que o público está motivado e há expectativa que venha muita gente para fazem bons negócios", referiu o presidente da Câmara, para quem o mais importante "é dinamizar a economia".

A crise que o país e o mundo atravessam devido ao impacto da pandemia e da guerra na Ucrânia na economia, que espoletou a escalada generalizada dos preços, nomeadamente dos combustíveis, contribuiu para que muitos artesãos que habitualmente vinham à Feira de Artesanato, principalmente os de zonas mais distantes, não viessem desta vez. "Alguns alegaram dificuldades financeiras, também pelo aumento dos combustíveis e por não terem possibilidade de aqui virem, mas será uma boa feira se o público corresponder", admitiu o autarca. A vinda de artesãos foi mais complicada este ano devido à crise, segundo a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Bragança (ACISB). "Para se deslocarem têm muitas despesas do que nos anos anteriores e muitos tiveram receio que as receitas não cobrissem as despesas", explicou a presidente da ACISB Maria João Rodrigues.

Dos 58 expositores presentes, 16 são do concelho de Bragança.

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