Bragança

Empresários queixam-se ao ministro da falta de mão de obra especializada

Empresários queixam-se ao ministro da falta de mão de obra especializada

Os empresários de Bragança queixam-se de que há falta de mão de obra especializada na região o que cria problemas às empresas locais. Esta quinta-feira, deram conta deste problema ao ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, durante uma reunião que decorreu no Nerba-Associação Empresarial de Bragança.

"Temos algumas dificuldades em contratar pessoal, porque não há trabalhadores. Já houve o caso de uma empresa da panificação que teve que mandar vir dois padeiros de França, numa época de mais trabalho, porque aqui não conseguiu arranjar pessoas especializadas. Na agricultura também há dificuldade em arranjar trabalhadores", referiu o presidente do Nerba-Associação Empresarial de Bragança, Hélder Teixeira, que reivindica a criação de cursos profissionais voltados para as necessidades do mercado. "Não precisamos só de doutores, mas de pessoas que sejam capazes de fazer tarefas para as quais agora não se conseguem encontrar ninguém", acrescentou o responsável.

Os empresários deram ainda conta de outras de preocupações ao ministro da Economia. "Muitas das preocupações já são velhas, como a compensação ou discriminação positiva para os empresários que se queiram instalar, ao nível dos impostos, energia mais barata e melhorar as acessibilidades a Espanha e a necessidade de construção de uma linha de caminho de ferro", lembrou Hélder Teixeira.

O ministro escutou os empresários "não só sobre os problemas mas sobre o potencial da região", referiu Pedro Siza Vieira, que deixou uma mensagem de esperança. "Bragança é um caso muito falado no país. Tem crescido em população, na economia e tem indústrias muito exportadoras. Estiveram aqui empresários com pequenas empresas, mas fortemente exportadoras que aproveitam e valorizam os recursos endógenos desta região".

O governante disse também que leva de Bragança "um caderno de encargos mas há caminho para fazer", lembrando que a quando da apresentação do Orçamento do Estado foi apresentada uma proposta para redução do IRC para as empresas do Interior que poderia ir até uma coleta de zero "mas não foi aprovada no Parlamento". Mas acrescentou: "o governo vai continuar a insistir porque achamos que faz sentido criar possibilidade de discriminação positiva para o investimento que se situa no Interior".

Outro aspeto da reunião foi a de saber como "ajudar melhor as empresas de Bragança a preparar melhor as candidaturas e aproveitar melhor as oportunidades de apoio ao investimento", disse Pedro Siza Vieira.