Acidente

Removidos os destroços do avião que caiu em Bragança

Removidos os destroços do avião que caiu em Bragança

Pode demorar mais de um mês a saber as causas do acidente de avião que matou dois pilotos sábado ao final do dia.

Foi removido esta manhã o que resta da aeronave ultraligeira que sábado à tarde se despenhou em Bragança, provocando a morte aos dois pilotos que seguiam a bordo.

Uma fonte do Aeroclube de Bragança (ACB), entidade proprietária do aparelho, adiantou que os destroços estão a ser transportados este domingo para o hangar do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), localizado em Viseu, "onde vão ser continuadas as perícias", para apurar as causas do acidente.

Ao longo de toda a manhã peritos daquele gabinete estiveram no local onde a aeronave se despenhou, num campo de cereal na zona de Varge, aldeia do concelho de Bragança, onde fizeram investigações e recolheram indícios no que resta do aparelho, asas e fuselagem, e num perímetro de terreno à volta do local onde caiu, para fazer a reconstituição do que se terá passado.

A investigação poderá demorar mais de um mês. "Estivemos a ajudar na recolha de todos os destroços para um local para posteriormente serem acondicionados. Depois de uma inspeção preliminar dos inspetores foi-nos dada a indicação para ajudar na recolha de peças espalhadas neste terreno para que todo o material ser transportado para o hangar daquele gabinete", explicou o segundo comandante dos Bombeiros Voluntários de Bragança, Carlos Martins.

A bordo do avião seguiam dois pilotos sócios do Aeroclube de Bragança, Horácio Sousa, um empresário local com 60 anos, e André Bessa, 26 anos, piloto da TAP, empresa onde tinha ingressado há pouco tempo.

O alerta para o acidente chegou aos quartel dos Bombeiros cerca das 18 horas. O aparelho, uma aeronave de fabrico checo, de 2007, comprada pelo ACB há cerca de dois meses, despenhou-se na zona de Varge, cerca de meia hora depois de ter descolado do aeródromo municipal de Bragança, localizado a poucos quilómetros do local do acidente.

Segundo Orlando Gomes, diretor daquele aeródromo, o avião tinha descolado cerca das 17.30 horas e o alerta para a queda foi recebido às 17.55 horas. "Não sabemos mais nada. Não temos comunicação nenhuma. Era um voo de treino, com dois comandantes muito experientes", afirmou.

O mesmo avião tinha sido usado ontem para uma viagem de ida e volta entre Bragança e Leon, por um piloto sócio do ACB, Telmo Garcia, que garantiu que o aparelho não tinha qualquer problema.