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Já só sobram os mais velhos e os imigrantes para a apanha da castanha

Já só sobram os mais velhos e os imigrantes para a apanha da castanha

Há cada vez menos mão de obra para apanhar tanta castanha no Nordeste Transmontano, ainda que este fruto seco seja considerado o petróleo da região.

O despovoamento e o envelhecimento nas aldeias obrigam os produtores de Bragança e Vinhais a contratar os que restam, muitas vezes idosos, ou a recorrer a estrangeiros, principalmente famílias de imigrantes da Europa de Leste.

Sérgio Rodrigues, um produtor de Vinhais, chegou até a pôr um anúncio na rede social Facebook, em busca de eventuais interessados no trabalho, mas estes não apareceram. E o pagamento não é dos piores, no quadro destas tarefas agrícolas, pagando-se, por dia, 50 euros por oito horas de trabalho. "Nos anos anteriores havia sempre quatro senhoras aqui da zona que vinham para a nossa apanha, mas dessas, este ano, já só consegui uma, que tem 64 anos. A outra pessoa que veio, pois não tive outra alternativa, é uma familiar, que já completou 73 anos", explica Sérgio, um funcionário público que mete férias nesta altura do ano, justamente por causa da campanha da castanha.

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