Bragança

Pinela espera que hotel desencrave a aldeia e dinamize o turismo

Pinela espera que hotel desencrave a aldeia e dinamize o turismo

O grupo português Água Hotels escolheu a aldeia de Pinela, no concelho de Bragança, para construir a sua nova unidade, onde vai investir nove milhões de euros.

O projeto, apresentado esta sexta-feira, em Bragança, vai criar 80 postos de trabalho, e prevê-se que tenha um impacto económico direto de 22 milhões de euros, 36,6 milhões de impacto indireto e uma média anual de 22450 hóspedes.

"Um grande investimento no setor do turístico que terá sempre muita relevância na área económica, porque o próprio investimento é considerável e vem criar várias dezenas de postos de trabalho", referiu o presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias que admite que o concelho "tem necessidade de uma unidade deste nível".

O responsável pelo grupo hoteleiro, Adriano Martins, é natural do concelho de Bragança, mais concretamente da aldeia de Rebordainhos, próxima de Pinela, e começou por investir em Mondim de Basto, onde construiu o seu primeiro hotel.

Agora, o grupo quer expandir-se e "pontear" Trás-os-Montes, pelo que já está a negociar outras localizações na região.

"Investir em Mondim foi uma questão de razão, aqui é uma questão do coração. A partir daí [Mondim de Basto] o nosso grupo cresceu. Começamos na crise e nunca saímos dela. O Hotel de Mondim é uma referência a nível nacional", afirmou o empresário que abordou a junta de freguesia de Pinela no sentido de ali construir um hotel.

Para o efeito foi celebrado um contrato de cedência de um terreno na freguesia, a cerca de três quilómetros da A4, com uma contrapartida para a freguesia de 20 mil euros de entrada e cinco mil euros de renda anual durante 20 anos.

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O grupo já tem cinco hotéis, nomeadamente em Mondim de Basto, Algarve e Cabo Verde.

Satisfeito com a possibilidade de o hotel vir a dinamizar a localidade de Pinela, o presidente da junta, Alex Rodrigues, considerou o "lançamento da primeira pedra virtual, um momento histórico para a aldeia", referiu.

O autarca tem fé que o investimento desencrave a localidade e salve o artesanato local, as cantarinhas de Pinela, que atualmente são feitas por uma única artesã. "Espero que traga turistas e que impulsione a freguesia, as aldeias e os concelhos vizinhos", acrescentou Alex Rodrigues.

O projeto do Água Hotels-Terra Fria já está licenciado pelo município de Bragança e o empresário prevê que as obras comecem em março de 2022, com um prazo de execução entre dois a três anos.

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