Bragança

"Prendam-me", diz Ventura sobre processo movido por família do bairro da Jamaica

"Prendam-me", diz Ventura sobre processo movido por família do bairro da Jamaica

"Prendam-me", disse o líder do Chega numa deslocação a Bragança, este sábado, a propósito das suas afirmações sobre a família Coxi, residente no Bairro da Jamaica, no Seixal, durante o debate televisivo de 6 de janeiro com Marcelo Rebelo de Sousa, na campanha para as Presidenciais.

Segundo avança o DN deste sábado, as declarações de Ventura deram origem a uma queixa em tribunal por parte de sete visados da mesma família, por ofensas diretas e ilícitas cometidas contra o direito à honra e à imagem.

A audiência de julgamento está marcada para 10 de maio, segundo o líder do Chega, que promete "não fugir à justiça", salientando que fez as declarações enquanto líder partidário, pelo que não compreende como se pode pedir a condenação do partido.

"A minha crítica foi que o presidente da República preferiu estar com bandidos, pelo menos um deles é bandido, em vez de ir visitar os polícias que tinham sido agredidos. Vou manter isso em Tribunal. Se isso não se puder dizer neste país, prendam-me. É a única hipótese que há. Se eu não puder dizer que o Presidente da República deve ir visitar polícias e não bandidos, estamos no país errado. Se eu não puder dizer que há problemas com minorias em Portugal já não estamos no país certo", sublinhou à entrada para a segunda Convenção Autárquica realizada pelo Chega, desta vez em Bragança, a primeira no Norte do país.

Garantindo que não se demitirá se for condenado pela justiça por causa das afirmações sobre a família Coxi, André Ventura disse que serão os militantes do Chega a decidir o seu futuro na liderança do partido.

Sobre as Autárquicas, André Ventura tem grandes planos e quer que o Chega seja a terceira força política mais votada. "Vamos concorrer à grande maioria dos concelhos e à grande maioria das freguesias e podemos dizer, hoje, que vamos ter uma candidatura autárquica ao nível do PS e do PSD. Apesar de o partido ter dois anos, terá candidaturas superiores à do Bloco de Esquerda", frisou.

"Um bom resultado autárquico permitirá ao partido ter outra base e outra força para lutar contra o processo de ilegalização, que está em curso, visto que elegerá centenas de autarcas no país inteiro, centenas de deputados municipais, vereadores e isso mostrará a força de um partido que, certamente, não poderá ser ilegalizado", acrescentou.

PUB

Ventura diz que não entende como pode estar em causa a ilegalização de um partido. "Não se compreende que em 47 anos de democracia houvesse um partido ilegalizado. Isso já não existe. Só na Venezuela e na Coreia do Norte. Estamos em debate político e as pessoas não concordam. Eu também não concordo com muita coisa do Bloco de Esquerda e do PCP ou do Partido Socialista e nunca me passaria pela cabeça pedir a ilegalização do Partido Socialista, por muitos crimes que os senhores autarcas cometam", afirmou, sublinhando que as principais forças partidárias atacam o Chega na "secretaria e não no debate político".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG