Bragança

Resíduos do Nordeste lança campanha para aumentar recolha seletiva de lixo

Resíduos do Nordeste lança campanha para aumentar recolha seletiva de lixo

A Empresa Intermunicipal Resíduos do Nordeste (RN) apresentou, esta terça-feira, em Bragança, novos projetos para aumentar a recolha seletiva nos 13 concelhos da sua área de intervenção em Trás-os-Montes.

Em marcha está a Campanha de Sensibilização Ambiental "Educar para a Economia Circular", que implica um investimento total de cerca de 167 mil euros, financiada em 85% pelo PO-SEUR. A publicitação e promoção de hábitos mais amigos do ambiente é uma das vertentes contempladas.

"Vão ser instalados cerca de 300 novos ecopontos no território da Resíduos do Nordeste, apostar em veículos que usam combustíveis mais limpos para transmitir aos cidadãos que é preciso enveredar pelo processo da reciclagem e da separação do lixo para atingir metas ambiciosas", explicou o presidente do Conselho de Administração da Resíduos do Nordeste, Hernâni Dias, também autarca de Bragança.

Os cidadãos vão ser contactados por correio ou email para aderirem à campanha e receber um compostor doméstico. Há 700 para distribuir. Vai ser ainda criado um compostor comunitário e uma aposta reforçada na promoção de hábitos ambientais, como o uso de copos reutilizáveis nas festas e eventos, evitando o copo de plástico que é muito poluidor, bem como a implementação de diversas ações de educação e sensibilização, com especial enfoque nos primeiros patamares da pirâmide de resíduos (prevenção, reutilização e reciclagem), no meio rural e urbano.

O diretor-geral da Resíduos do Nordeste, Paulo Praça, disse que estas ações podem servir "para estimular mais as pessoas" para um crescimento mais rápido da recolha seletiva na região. No ano passado apenas 4 mil toneladas de resíduos eram provenientes da recolha seletiva feita pelos habitantes num total de 55 toneladas/ano recolhidas pela empresa, o equivalente de 20 quilos por habitante, mas a meta é chegar, pelo menos, até aos 30 quilos. A empresa já consegue desviar do aterro 55% do lixo produzido na região, o que permite alargar o tempo de vida do aterro sanitário da Terra Quente em mais cinco anos, quando estava previsto que o limite de duração era até 2017.

A empresa vai construir um novo centro de triagem, no valor de dois milhões de euros e vão também ser adquiridas novas viaturas movidas a gás natural ou a eletricidade, e direcionar projetos para a recolha seletiva porta-a-porta dos estabelecimentos comerciais. No total serão investidos quatro milhões de euros.

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