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Riodonorês e guadramilês: línguas ancestrais condenadas à morte

Riodonorês e guadramilês: línguas ancestrais condenadas à morte

Em Bragança existem o riodonorês e o guadramilês, que juntam vocábulos portugueses e espanhóis da região de Leão.

Há duas línguas minoritárias à beira de desaparecer em Portugal, porque já são faladas por poucos idosos. Trata-se do riodonorês e do guadramilês, uma de Rio de Onor e outra de Guadramil, ambas em Bragança. O barranquenho está no mesmo patamar mas ainda não corre o mesmo risco de extinção, já que é ainda falado por mais de 1300 pessoas.

São microlínguas sem reconhecimento oficial, que praticamente são só faladas por meia dúzia de pessoas. "São pouquíssimos falantes, muito idosos. Se nada for feito, essas línguas em extinção morrerão em muito poucos anos". Essa é a convicção de João Veloso, professor e linguista, pró-reitor da Universidade do Porto, que acredita que, se não houver uma intervenção urgente para resgatar o seu conhecimento, vão morrer. "Há muita urgência em fazer um esforço para preservar e registá-las ou desaparecem", garante.

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