O Jogo ao Vivo

AT

Sindicato teme encerramento de repartições das Finanças em Bragança por falta de funcionários

Sindicato teme encerramento de repartições das Finanças em Bragança por falta de funcionários

O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) denunciou, na quarta-feira, que a enorme carência de funcionários nas repartições do distrito de Bragança pode levar "ao encerramento de serviços".

A dirigente distrital do STI, Lurdes Silva, indicou que há várias repartições com menos de cinco funcionários. "As de Freixo de Espada à Cinta e Vimioso têm dois trabalhadores cada uma; Miranda do Douro tem três; Torre de Moncorvo e Alfândega da Fé têm cinco; em Carrazeda de Ansiães e Vila Flor são quatro em cada; as repartições de Macedo de Cavaleiros e Mirandela funcionam com metade do quadro previsto e a de Bragança num quadro de 26 estamos 16", enumerou Lurdes Silva.

A dirigente sindical garante que, com tantas carências, "não se pode prestar um serviço aos contribuintes tão rápido como seria desejável, por causa da falta de recursos humanos para fazer atendimento presencial, atendimento por marcação, outros para responder os vários canais têm através da Internet mais toda a burocracia associada". Além disso, lamenta que, por vezes, seja necessário deslocar trabalhadores de alguns serviços para os concelhos onde só trabalham duas pessoas. "Isso acontece quando alguém adoece ou vai de férias", acrescentou.

O anúncio do recrutamento de 200 trabalhadores para a Autoridade Tributária e Aduaneira para o STI, não passa de uma medida avulsa da parte da tutela, "que não colmata a dramática falta de recursos humanos que se sente no setor". Lurdes Silva referiu ainda a necessidade de rejuvenescimento dos trabalhadores de Bragança, uma vez que a média de idades dos funcionários da AT no distrito é superior a 55 anos. "Há vários que podem reformar-se nos próximos anos", destacou.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG