Faurecia

União de Sindicatos denuncia falta de transportes para a maior fábrica de Bragança

União de Sindicatos denuncia falta de transportes para a maior fábrica de Bragança

A União de Sindicatos de Bragança denunciou, este domingo, que não há linhas de autocarros, com horários ajustados aos dos trabalhadores da Faurecia, a maior empresa privada do concelho.

"Já pedimos à Câmara Municipal que diligencie para que os autocarros do STUB (Sistema de Transportes Urbanos de Bragança) façam, pelo menos, quatro viagens, ida e volta, para a fábrica, a primeira às 7 horas e a última às 23 horas. Estamos a lutar para que isso se concretize", afirmou Eduardo Alves, coordenador da União de Sindicatos de Bragança.

Na fábrica da Faurecia, uma empresa de produção de escapes e outras peças para automóveis, trabalham centenas de pessoas, que são obrigadas a fazer as viagens em transportes próprios porque não há alternativas. "Não há transportes públicos e os trabalhadores queixam-se. Propôs-se ainda à direção da fábrica a criação de um apoio de 30 euros para ajudar nas despesas de deslocação, porque os combustíveis estão caros", referiu Eduardo Alves.

O trabalho precário na Faurecia é outra das denúncias da União de Sindicatos. "Muitos desses trabalhadores são estudantes do ensino superior, que trabalham umas horas. Esta situação de precariedade também afeta a empresa de Cogumelos SousaCamp, onde ao fim de semana trabalham estudantes que vão em carrinhas aqui de Bragança. Não têm direitos, porque juntam 30 euros ao dia e só recebem 15. O restante vai para a empresa de trabalho temporário que os contrata", acrescentou o sindicalista.

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