Covid-19

Vacinação em Bragança de docentes e auxiliares com tranquilidade e sem filas

Vacinação em Bragança de docentes e auxiliares com tranquilidade e sem filas

Antes das 9 horas já várias pessoas aguardavam em frente ao pavilhão Arnaldo Pereira, em Bragança, para receberem a primeira dose da vacina contra a covid-19.

Este fim de semana, o processo de vacinação destina-se aos professores, funcionários das escolas e trabalhadores das respostas sociais.

Ana Ferreira, inspetora do trabalho estagiária, 34 anos, recebeu a vacina com tranquilidade, mas não escondeu que "andava um pouco ansiosa, como a maioria das pessoas" face ao adiamento que ocorreu na semana passada. "É importante para a imunidade de grupo, a ver se temos resultados, para voltar à vida normal que é isso que todos esperamos",explicou.

São 2500 vacinas as que vão ser administradas este fim de semana nos 12 centros de vacinação instalados para o efeito nos vários concelhos do distrito de Bragança.

"Eu não esperei muito. Tinha hora marcada e o próprio procedimento foi rápido. Não houve confusão, fui chamada, entrei, esperei, pouco tempo. Não perguntei qual era a marca", contou Ana Ferreira ainda no recobro, mas sem qualquer sintoma adverso.

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As vacinas que estão a ser administradas em Bragança são da Pfizer. "Quando saíram as notícias sobre a vacina da AstraZeneca hesitei bastante e como tinha a vacina marcada para a semana passada, no último dia pensei que se fosse da AstraZeneca não iria levar. Ouve-se e lê-se muita coisa, mas se calhar as vacinas até são parecidas e têm os mesmos efeitos", afirmou Ana Ferreira.

A coordenadora de vacinação de Bragança, enfermeira Anabela Martins, deu conta que o centro de vacinação funciona das 9 horas às 19 horas, dispõe de uma boa logística, com quatro gabinetes individuais para a aplicação das vacinas aos utentes com privacidade, uma sala de espera e outra de recobro, e uma zona para preparação da vacinação.

"Desde 5 de abril que estamos a usar este centro e temos vacinado diariamente utentes com mais de 80 anos, ou dos 50 aos 79 com comorbilidades", explicou a enfermeira, indicando ainda que a grande ansiedade das pessoas "é saber quando vão tomar a vacina". Além disso, referiu que " a maioria dos utentes "está a aderir muito bem, mas colocam as suas dúvidas, quando lhe ligamos e os esclarecemos são muito raros os casos de recusa, o que pode acontecer é que no momento da vacinação quando se aplica o questionário pode surgir alguma situação, como alergias", acrescentou.

A curiosidade sobre a marca da vacina também é frequente, pois muitos querem saber se vão tomar a da AstraZeneca. "Perguntam muito. É um direito que as pessoas têm, a de saber qual e de serem informadas sobre elas. Depois de falarem com os profissionais de saúde e ficarem esclarecidos, a maioria adere", sublinhou.

Clarinda Pires, 64 anos, professora, não estava preocupada com a marca da vacina que lhe aplicaram e não perguntou qual era. "Não questionei sobre isso. É importante sermos vacinados, quando mais depressa se conseguir a imunidade de grupo, melhor para todos", afirmou.

Já Amândio Rodrigues, funcionário de uma escola, quis saber qual era a marca da vacina, porque fez uma cirurgia recente às varizes e tinha algum receio. "Não tinha grande vontade em ser vacinado, mas reconheço que é importante e não queria que caísse alguma responsabilidade sobre mim, porque trabalho numa escola, com muitas crianças. Se a vacina fosse essa de que se fala muito iria fazer uma pergunta, aceitá-la-ia ou não em função da resposta", deu conta Amândio, que vai continuar a ter todos os cuidados que tem tido desde o início da pandemia.

Reconhecendo a sua vontade em ser vacinado e dar um passo em frente na imunidade, Pedro Cepeda, 39 anos, professor, compareceu no centro de vacinação à hora marcada. "É importante para mim e para toda a população. Nem perguntei qual foi a marca da vacina que me deram, não acho que faça diferença. O que é importante é alcançar a imunidade de grupo e poder voltar à nossa vida normal. Agora vou continuar a ter os mesmos cuidados", garantiu Pedro, que entre a espera e a vacinação demorou cinco minutos, mais os 30 do recobro.

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