Covid-19

Voluntários produzem viseiras médicas para as unidades de saúde de Bragança

Voluntários produzem viseiras médicas para as unidades de saúde de Bragança

Um grupo de pessoas de Bragança juntou-se para produzir viseiras médicas, dispositivos que protegem a totalidade do rosto, que se destinam a ser entregues às unidades de saúde do distrito.

As viseiras deverão começar a ser produzidas na próxima semana nas impressoras 3D do FabLab do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) que conta com a colaboração de vários voluntários do distrito que tiveram conhecimento de um apelo de André Novo, professor na Escola Superior de Saúde de Bragança, nas redes sociais, onde pedia colaboração para dar corpo a esta missão. "Já apareceram várias pessoas que têm dessas impressoras em casa e querem ajudar. Aliás, já há um movimento nacional para fazer estas viseiras", adiantou.

Parte da viseira médica, como a faixa da zona central que segura a espécie de máscara transparente (em acetato, que para ser feita terá de ser cortada com uma máquina lazer) e as hastes para as segurar serão imprimidas em 3D. "Estou a servir de elo de ligação entre várias pessoas que estão neste momento a tentar organizar a produção de material de protecção individual. Se alguém tiver ou conhecer alguém com acesso a material como impressoras 3D (PLA, ABS, PET), folhas de acetato, cola quente, espuma ou espuma adesiva tipo rolo (para apoio da testa) ou outro material que possa ser utilizado, nós agradecemos", referiu André Novo.

Em Miranda do Douro, Nelson Marcos, já experimentou a impressão em 3D e nos últimos dias imprimiu cerca de dezena de peças. Começou a fazer as viseiras para poder levar o material de proteção individual para o centro de saúde de Miranda do Douro, onde é técnico, mas agora vai juntar-se ao grupo do FabLab."Estou a imprimir em PLA (plástico biodegradável) e a viseira é em folha acetato transparente A4. Ainda, ainda tenho material e estou a espera de mais (por transportadora)", contou Nelson Marcos,que tem demorado cerca de 1h30 a imprimir cada uma das peças para as viseiras. "Comecei a fazer isto com intuito de ajudar no meu centro de saúde e a coisa começou a ter alguma escala", acrescentou.

João Rocha e Silva, responsável pelo FabLab do IPB deu conta que já reuniu todas as impressoras 3D que havia nas várias escolas do politécnico. "Estamos a tentar reunir todas as impressoras que for possível e a contactar empresas que tenham material que possam ceder. Já fizemos um teste, a impressão depende do equipamento e da matéria prima usada, demora entre mais de uma hora e quatro horas, mas queremos reduzir ao mínimo esse tempo. A que se imprimiu cumpre os requisitos", descreveu João Rocha e Silva.

As viseiras serão testadas antes de serem usadas. "A Unidade Local de Saúde já está em contacto connosco e comprometeu-se a testar os primeiros modelos para ver se é necessário fazer alguns ajustes. Vamos produzir o que for possível porque também há falta de material. Precisa de ser acetato em tamanho A3, porque A4 é um pouco pequeno", esclareceu André Novo.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG