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Carrazeda de Ansiães

Arnal quer expulsar terror da aldeia

Arnal quer expulsar terror da aldeia

A população de Arnal, em Carrazeda de Ansiães, anda aterrorizada. Um homem de cerca de 30 anos tem provocado constantes desacatos, faz ameaças de morte e na terça-feira mandou um idoso para o hospital com uma perna partida em dois sítios. O povo fartou-se e anteontem foi ao posto da GNR apresentar um abaixo-assinado exigindo a expulsão do "terror".

Na aldeia não vivem mais de 80 pessoas. A maior parte, idosos. O indivíduo foi lá parar há pouco mais de um ano, proveniente de Mem Martins (Sintra), onde, segundo o comandante do destacamento da GNR de Mirandela, capitão Luís Reis, "já tinha um extenso cadastro por crimes, nomeadamente contra o património".

Vive sozinho em casa que pertenceu ao avô, não trabalha, é alto e forte, e, segundo Luís Reis, "é extremamente violento e com uma atitude anti-social", tendo já provocado "muitos desacatos nessa e noutras localidades do concelho". Uma vez até andou à pancada com militares da GNR após ser detido.

"As pessoas já deixaram de ir para os seus terrenos agrícolas com medo dele", assegura Bernardete Gonçalves, irmã de Jorge Gomes, de 64 anos, o homem que terça-feira, ao fim da tarde, foi agredido a murro e pontapé. "Só parou de lhe bater porque as vizinhas começaram a gritar", prossegue, recordando que ao ir embora o agressor terá dito: "Desta vez parti-te os dentes, da próxima corto-te a goela".

No dia seguinte foi detido pela GNR de Carrazeda e notificado para comparecer em tribunal para primeiro interrogatório. À noite, na aldeia, avançou de punhal em riste para agredir Simão Sá, vigilante em Lisboa que foi passar uns dias de férias à terra. "Ouvi uns barulhos na rua, fui ver o que se passava e vi-o. Ameaçou que me deixava já ali estendido e eu corri a pegar num pau para me defender. Ele recuou, pegou em pedras e atirou-as contra o meu carro e o do meu irmão, partindo alguns vidros".

O abaixo-assinado segue agora para o Ministério Público, enquanto o povo de Arnal reza para que alguma coisa seja feita. "É que ele anda sempre a ameaçar que vai ter de matar alguém para o meterem na cadeia, onde terá sustento de graça", nota Simão Sá. "Não podemos continuar a viver com um bandido destes. Se ninguém fizer nada teremos de ser nós a tomar medidas", desabafou João Gonçalves.

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