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Bienal de Arte de Macedo de Cavaleiros é isco para turismo

Bienal de Arte de Macedo de Cavaleiros é isco para turismo

Missão de organização de evento, que vai durar até setembro, é também levar o nome do ​​​​​​​concelho à Península Ibérica.

Levar o nome de Macedo de Cavaleiros a toda a Península Ibérica e atrair turistas a este concelho é a principal missão da Linha de Água - Bienal de Arte Contemporânea de Trás-os-Montes, que foi inaugurada ontem.

Esta é a primeira bienal de artes do Nordeste Transmontano e está repartida por seis espaços do concelho, nomeadamente pela antiga estação dos caminhos de ferro, recuperada para equipamento artístico, com um investimento de cerca de um milhão de euros.

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Público curioso

"A arte atrai um público específico, curioso, e que tem um destino específico que a arte contemporânea, que não é uma arte para toda a gente. Tal como outras bienais no país, trará muito público", explicou o presidente da Câmara, Benjamim Rodrigues.

A bienal foi promovida em Espanha pelo que o autarca espera agora que "venham os vizinhos espanhóis de Zamora, de Salamanca e de outras cidades".

A diretora regional de Cultura do Norte, Laura Castro, acredita que esta iniciativa "pode dar oportunidade aos criadores, curadores, artistas, produtores, criadores do audiovisual, de multimédia e de vídeo que têm aqui uma oportunidade de expor".

Repartida pela antiga estação da CP, pelo Centro Cultural, Museu de Arte Sacra, Convento de Balsamão, Igreja de Santa Maria e Junta de Freguesia, a bienal conta com cerca de 60 obras de artistas de nove países, como Japão, Estados Unidos da América, França, Espanha, Alemanha e Portugal, entre outros.

Aproximar habitantes

"[A designação] Linha de Água é porque é um território do Azibo, dos rios Douro e Sabor, que pode fazer a ligação transfronteiriça", explicou Inês Falcão, diretora artística da bienal, que deseja aproximar a arte contemporânea dos habitantes do interior transmontano e da fronteira. "Para que todos tenham acesso a este tipo de obra", vincou a responsável.

A iniciativa, que junta pintura, escultura, cerâmica, fotografia e vídeo, decorre durante os próximos três meses, até 29 de setembro, com conferências, música, performances e atividades para crianças. "As obras estão relacionadas com a Linha de Água, algumas foram feitas propositadamente", salientou Inês Falcão.

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